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Fuso horário
No começo de abril, começaram a valer para todo o Brasil as regras da Portaria 1.220/2007 do Ministério da Justiça, que exige que a programação das emissoras seja exibida de acordo com os fusos horários locais, e não apenas com base no horário de Brasília. Até então, a aplicação dos horários de classificação indicativa estavam suspensas na região Norte e em alguns estados do Centro Oeste. Isso significa que, para manterem a mesma programação que transmitem em outros estados, as emissoras terão que atrasar a programação em uma ou duas horas, em função do fuso horário. Com isso, a exibição deixa de ser simultânea em todo o Brasil. As emissoras esperam, agora, que projetos de lei unificando os fusos da região Norte facilitem um pouco a aplicação de grades de programação diferenciadas.
Novo estúdio
A Álamo, empresa do ramo de mixagem de som e dublagem, montou um novo estúdio para a mixagem de longas. O estúdio Michael Stoll tem agora duas mesas de som, o que permite que dois técnicos trabalhem simultaneamente no mesmo projeto. “Isto dá mais agilidade e produtividade ao processo”, diz Alan Stoll, diretor da Álamo. “A estimativa é reduzir de 30% a 40% o tempo de mixagem, o que traz vantagens para o cliente, que pagará menos horas de estúdio e para a empresa, que poderá atender mais clientes”. Outra novidade é a triamplificação das caixas de som, o que ajuda o técnico a perceber melhor as nuances do som. O primeiro filme a utilizar esta nova sala é “Blindness”, co-produção canadense, brasileira e japonesa dirigida por Fernando Meirelles, com estréia prevista para setembro deste ano. “Estamos preparados para trabalhar com produções internacionais e acreditamos que com a estréia de ‘Blindness’, haverá procura”, afirma Stoll.
Investimento em produção
A TV Cultura deve investir R$ 19 milhões em produção em 2008, sendo aproximadamente R$ 4 milhões em produções internas, com pessoal e infra-estrutura da emissora, e outros R$ 15 milhões em produções independentes. A diretoria da TV trabalhou nos últimos meses para equacionar os contratos de produção que estavam em aberto com produtores independentes. Agora, a emissora quer lançar novos projetos.
A Cultura fechou também parceria com o canal Futura. O primeiro passo é a exibição pela TV paulista do programa “Ao Ponto”, apresentado pelo médico Jairo Bouer e voltado ao público adolescente. O programa cobre uma faixa de público pouco atendida pela TV Cultura e ao mesmo tempo dá ao Futura uma janela em São Paulo, mercado onde está presente apenas via cabo e satélite. A parceria deve evoluir para eventuais co-produções e também para a aquisição conjunta de conteúdos, com exibição, simultânea ou não, nos dois canais.
Horário nobre HD
Desde 1º de abril, o horário nobre do canal HBO está sendo transmitido em HD. Das 20h às 23h, os filmes e séries do canal podem ser vistos em alta definição por assinantes de operadoras que estejam tecnologicamente capacitados para receber e transmitir o sinal em HD. O sinal será enviado para as operadoras usando a compressão MPEG-4 via satélite Intelsat 3R, em conjunto com os serviços existentes da HBO para o Brasil em definição padrão.
A programadora anunciou também que deve oferecer, em meados deste ano, um canal 24 horas em alta definição para toda a América Latina.
Quem será a
próxima top model?
A versão brasileira do formato “America’s Next Top Model” terá uma segunda temporada no canal Sony, com produção da Moonshot. “Brazil’s Next Top Model”, o reality show que busca a próxima modelo de sucesso brasileira, estréia entre agosto e setembro deste ano no canal pago.
Cotas: limite para pacotes acima de 40 canais
O deputado Jorge Bittar (PT/RJ), em seu novo substitutivo ao PL 29/2007, manteve em linhas gerais o sistema de cotas apresentado anteriormente, incluindo algumas flexibilizações para canais estrangeiros e empresas que fazem venda avulsa de canais.
Com relação às cotas, um destaque é a definição do limite máximo que será exigido das operadoras de TV por assinatura no cumprimento da cota de canais nacionais, criada pelo relator. Esta cota continua fixada em 25% do total de canais de cada pacote, mas agora limitada ao valor de dez canais entre os chamados Canais BR. A idéia de criar um teto para a exigência já vinha sendo divulgada pelo parlamentar, que calculou o limite com base no que seria um pacote standard oferecido pelas TVs pagas. Pelo limite fixado no texto (dez canais), o parâmetro usado foi de 40 canais em um pacote padrão.
Na prática, o teto garantirá que as empresas que decidirem oferecer pacotes com total de canais superior a 40 não terão a obrigação de canais elevada continuamente. Se uma operadora de TV por assinatura vender pacotes com 100 canais, por exemplo, a obrigação de inclusão continuará sendo de dez Canais BR.
Bittar incluiu ainda uma salvaguarda para os canais plenamente estrangeiros e que entram na grade de programação dos pacotes vendidos hoje no Brasil. O texto garante que os canais que tiverem conteúdo, inclusive publicitário, que não forem destinados a brasileiros – a definição descarta, por exemplo, canais legendados – e que forem veiculados por satélites não precisarão cumprir a cota de três horas de veiculação semanal obrigatória de conteúdo nacional (10%).
Poderes da Ancine
O relator desistiu de incluir em seu novo texto artigo que daria poder à Ancine para instruir o Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) em casos de práticas anticoncorrenciais no setor audiovisual. Mesmo assim, a Ancine continua tendo seus poderes ampliados e passará a fiscalizar os outros ramos do mercado, como a distribuição e o empacotamento de canais pagos. Bittar propõe, inclusive, que se altere a LGT para incluir a Ancine como fiscalizadora das empresas de TV por assinatura.
A agência também terá a responsabilidade de avaliar eventuais pedidos das empresas para dispensa no cumprimento das cotas. Outra possibilidade criada por Bittar é que as programadoras solicitem à Ancine a compensação de cotas entre canais sob sua administração. Assim, um canal que veicule apenas conteúdo considerado nacional poderá compensar a cota de outros canais, por exemplo, desde que veiculados à mesma programadora. Assim, programadoras como a Globosat, que têm canais em que quase a totalidade da grade é de conteúdo brasileiro, poderiam compensar a necessidade de cotas em canais em que o conteúdo é estrangeiro. A íntegra do novo substitutivo está disponível em www.teletime.com.br/arquivos/subs_bittar2.pdf
ABC paulista tem
TV na internet
O ABC Paulista tem um canal de TV na Internet. Trata-se do UPTV (www.uptv.com.br), fundado pelo apresentador Lucky Ravaneli e pela produtora Liliana Gonçalves, ambos do canal 12 Net Cidade. Com anunciantes regionais, estúdio próprio em Santo André e equipe fixa de 15 funcionários e 20 apresentadores, o canal estreou em março com 70% dos programas ao vivo e 30% gravados.
TVA em HD
O novo set-top box de alta definição da TVA será lançado em junho. A partir de então, os assinantes HD passarão a receber os canais abertos e dois canais HBO em alta definição. Além disso, a operadora está negociando para ter as Olimpíadas em HD. A idéia é que o set-top box HD seja negociado em forma de comodato por metade do preço dos set-top
boxes da TV aberta. Os atuais assinantes de TV HD da TVA receberão a nova caixa gratuitamente. São cerca de
500 assinantes, diz a operadora.
O equipamento poderá receber o sinal do cabo, MMDS e rede Ethernet. Segundo Virgílio Amaral, a caixa foi desenvolvida internamente e é fabricada por um parceiro em Taiwan. “Queríamos uma caixa que nos permitisse redirecionar o sinal da TV aberta digital para o assinante sem a necessidade de qualquer tipo de conversão”, explicou o executivo. Portanto, a caixa trabalhará com a mesma compressão de vídeo do SBTVD,
o padrão de TV digital aberta.
“Os canais fechados também usarão MPEG-4, mas com outra especificação”, disse.
Para o final do ano, a TVA promete o seu novo DVR, já
com capacidade de gravação
do conteúdo HD.
Fibra óptica
A TVA está utilizando a infra-estrutura da Telefônica (sua acionista) para oferecer pacote triple play via fibra óptica no bairro dos Jardins, em São Paulo. A oferta inclui TV por assinatura, via cabo e já com os canais Globosat, plano de voz para ligações locais e longa distância dentro do Estado de São Paulo, Speedy 30 Mega e rede wi-fi.
O assinante paga por este serviço R$ 399. A promessa é que, em um futuro próximo, o assinante receba também conteúdo IPTV.
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