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MAIO 2007 - Nº 171 ÍNDICE

upgrade - nab 2007

Fernando Lauterjung

Avanço da Apple

Com lançamento do Final Cut Pro, a Apple conseguiu não só se manter no mercado de edição e pós-produção, mas aumentar sua presença nas produtoras e finalizadoras de vídeo e cinema. Vale lembrar, quando a Microsoft adquiriu a Softimage (mais tarde vendida para a Avid), conseguiu fazer melhorias e adaptações importantes em seu sistema operacional para que ele fosse mais adequado às plataformas de vídeo, fazendo com que vários desenvolvedores e fabricantes parceiros da Apple lançassem soluções também para a plataforma “Wintel”. Com uma política agressiva de preço, pelo menos no que se refere ao software, a Apple conseguiu fazer com que o Final Cut Pro se tornasse o queridinho de editores em todo o mundo.

A empresa de Steve Jobs deu mais um passo na conquista do mercado de cinema e vídeo, apresentando soluções de custo relativamente baixo, caso seja somado ao valor do software o hardware necessário para uma boa performance. Na última NAB, que aconteceu entre os dias 14 e 19 de abril, em Las Vegas, a Apple lançou a nova versão da suíte Final Cut Studio. Em um evento para cerca de seis mil pessoas, a empresa conseguiu arrancar aplausos da platéia ao apresentar, além de novas funções a soluções já existentes, um novo codec de vídeo e um corretor de cor.

O novo codec, chamado ProRes 422 é capaz , segundo a fabricante, de trabalhar com material HD sem compressão de cor, usando a banda de arquivos SD. O codec usa um formato 10-bit 4:2:2, e já foi abraçado pela Sony, Panasonic e RED (fabricante que vem desenvolvendo uma câmera que promete reduzir significativamente os custos das câmeras para cinema digital). Outra grande novidade do Final Cut Pro 6 é a possibilidade de trabalhar com qualquer resolução, formato, aspecto e frame rate em uma mesma timeline, sem a necessidade de conversões. Conforme demonstrado pela empresa, para trabalhar com multiformatos e resoluções no software, basta arrastar os clipes para a timeline.

O novo software para correção de cor, chamado Color, promete elevar o potencial da Apple para concorrer com as caríssimas soluções de finalização.

A solução não apenas traz a maioria das ferramentas que compõem os aplicativos concorrentes, mas também algumas inovações que facilitam o processo de correção.

A suíte já está no mercado, custando US$ 1,3 mil. O upgrade para usuário da versão anterior sairá por US$ 499.

Parceria estratégica

O lançamento da Apple não teria o mesmo peso se não tivesse com parceira a Aja Video Systems, que lançou um produto complementar à nova suíte Final Cut Studio 2, o Io HD. Trata-se de um hardware que trabalha nativamente com o codec ProRes 422, conecta-se à porta FireWire, e conta com entradas e saídas para VTRs e portas SD-SDI e HD-SDI; vídeo componente; composto; S-video; HDMI, com dois canais de áudio; oito canais de áudio SDI, assim como AES/EBU; quatro canais analógicos de áudio XLR e dois RCA; entre outras. Embora não seja tão pequeno quanto um laptop, o equipamento é portátil, podendo ser usado para trabalhar com um Mac Book Pro, o notebook da Apple.

Evolução do XDCAM

A Sony apresentou nesta NAB a evolução da linha sem fita XDCAM com novos projetos. Entre os futuros produtos estão a camcorder PDW-F355, o deck PDW-F75 e o drive externo PDW-U1. Todos usarão o disco Blu-Ray da Sony, sendo que a camcorder e o deck serão multiformato, com CCDs progressivos de 2/3 de polegada com resolução 1920 x 1080, bit-rate de 50 Mb/s, e gravação nativa em 1080 e 720. Ambos suportarão mídias single e dual-layer. A fabricante deixou claro que os novos modelos, baseados em MPEG 4:2:2, suportarão a mesma mídia, metadados e formato de arquivos já usados nos equipamentos atuais da família XDCAM.

Memória flash

A empresa também revelou uma camcorder com gravação em memória em estado sólido, a XDCAM EX. O equipamento usará a tecnologia de cartões de memória SxS. Esta será, segundo a fabricante, a evolução natural de sua família de tecnologia sem fitas. O equipamento será baseado em compressão MPEG-2, com três chips de captação de meia polegada, que deverão poder trabalhar em 1080/60i e 720/60P, mas com gravação em 1080/50i/30P/25P/24P e 720/50P. A camcorder também terá funções de quick e slow motion.

Equipada com dois slots para cartões de memória, poderá gravar cerca de 120 minutos de conteúdo em cartões de 16 GB cada.

A fabricante anunciou ainda parcerias para garantir a interoperabilidade com os ambientes de produção. Entre os parceiros estão Adobe, Apple, Canopus, Dayang, Main Concept, New Auto, Sobey, além da própria Sony com as soluções Vegas e XPRI NS.

LCD chega à maturidade

A praticidade do LCD, com tamanho compacto e facilmente adaptável a infra-estruturas como unidades móveis, encontrou a qualidade de imagem dos monitores CRT.

A Sony apresentou na NAB, em Las Vegas, a nova geração de seus monitores profissionais com um primeiro modelo, o BVM-L230 LCD. Com 22,5’’, o monitor usa um novo sistema de retro-iluminação e painel LCD capaz de exibir 1.024 níveis de cinza, tornando-o ideal para aplicações high-end de monitoração, como cinema digital, intermediação digital, telecine etc.

Em demonstração lado a lado com os monitores CRT, o novo modelo da Sony impressionava até mesmo olhos mais treinados no estande da fabricante japonesa no evento. O equipamento conta com resolução full HD (1920 x 1080 com varredura progressiva), e retro-alimentação por LEDs. O monitor oferece várias formas de comunicação, incluindo DVI-D, HD-SDI/SDI SDI, composto, Y/C, RGB/YPBPR/XYZ, e dual-link HD-SDI.

A Sony desenvolve outros modelos baseados na mesma tecnologia, com diferentes tamanhos. Este primeiro tem preço sugerido de US$ 25 mil.