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Junho 2006

Edição 161

MERCADO
Os julgamentos no Cade: fusão
no DTH e Neo TV x Globosat

REGULAMENTAÇÃO
Projeto cria novas formas de
financiamento para o audiovisual

CAPA
Produtores, distribuidores e
canais discutem o mercado de
conteúdos audiovisuais

CINEMA
Produtora brasileira vive a experiência
de fazer um filme em co-produção
com a Ìndia

CASE
TV+ABC consolida-se na região
e prolifera em outras praças

TELEVISÃO
Amazonsat aposta na força da região
Norte para comercializar sua programação

sempre na tela
NO AR
FIGURAS EXPEDIENTE
SCANNER CARTAS
UPGRADE AUDIÊNCIA

Editorial

Potencial para crescer

André Mermelstein

Apesar do prenúncio do inverno, junho começou quente para o setor audiovisual. Uma série de notícias e acontecimentos agitaram o mercado e prometem causar mudanças significativas no cenário nacional.
A onda começou com a aprovação da fusão entre Sky e DirecTV pelo Cade, seguida de perto pela aceitação do Termo de Compromisso da Globosat que na prática acaba com a exclusividade de programação no país.
O fim da exclusividade pode gerar uma maior busca de produção nacional pelos canais internacionais, que devem concorrer agora ainda mais com a Globosat. O lado perverso da notícia veio com a ameaça que paira sobre os canais nacionais não ligados à Globosat, como o CinebrasilTV e os canais da Band, que terão que lutar para manter seu espaço. Já é condenável a exclusão por parte de algumas operadoras de canais nacionais de qualidade como a STV, a TV Rá-Tim-Bum ou a TVE, mantendo no ar canais que pagam pelo espaço, mas que não interessam aos anunciantes, como alguns de televendas. Igualmente ruim será a rejeição a canais constituidos, que no passado serviram bem aos interesses das operadoras.
Do lado da produção, o setor só tem a comemorar com as novas medidas para o audiovisual antecipadas em primeira mão no MITV, evento promovido por TELA VIVA em junho, e anunciadas oficialmente no último dia 7. O chamado Artigo 3º A, sobre o qual você encontra mais informações nesta edição, tem potencial para criar uma nova relação entre a emissoras de TV e a produção independente, injetando novos recursos no mecado. Também, o novo fundo criado pelo governo promete ajudar a criar um círculo virtuoso de crescimento sustentado.
Em meio a tudo isso, TELA VIVA comemora o grande sucesso do seu primeiro Mercado Internacional de Televisão, que reuniu mais de 500 profissionais, de dez nacionalidades diferentes, para dois dias de debates e apresentações, além de muitos encontros de negócios e uma perspectiva de crescimento muito grande, do que já surge como o mais importante evento de conteúdos audiovisuais da América Latina.