Voltar para página inicial
NEWS
GUIA TELA VIVA
REVISTA
MAKING OF
AGENDA
EVENTOS
FALE CONOSCO
PESQUISA >>> News Revista TELA VIVA
 Usuário  
Senha
JUNHO 2006 - Nº 161 ÍNDICE

capa

O Brasil no mapa

da Redação

MITV põe o país no circuito dos eventos mundiais de negócios em conteúdo para televisão e novas mídias.

O primeiro MITV - Mercado Internacional de Televisão, promovido por TELA VIVA no início de junho, em São Paulo, reuniu produtores independentes, distribuidores, emissoras de TV e canais de TV por assinatura do Brasil e de mais dez países, para dois dias de debates e negócios.

Do exterior vieram convidados para os painéis e sessões especiais, que também aproveitaram para marcar reuniões individuais de negócios com produtoras e emissoras do Brasil.

O produtor canadense Eric Michel, da FRV Media, por exemplo, aprofundou no país o relacionamento que já vinha mantendo com produtoras locais como Grifa, NSet e Cinema Animadores, mas também volta levando na mala novas propostas e novos projetos.

O Canadá, aliás, se apresenta cada vez mais como um parceiro preferencial do Brasil. Claude Bonin e Maurice Paleau, do National Film Board, apresentaram o acordo que está sendo desenhado com o governo brasileiro para financiamento no desenvolvimento de projetos de co-produção entre os dois países.

Serão investidos US$ 100 mil (com aportes divididos entre NFB e MinC) no desenvolvimento de documentários que contemplem lançamento em cinema e contem com histórias com “relevância internacional”, conforme explicou Paleau.

Outro que saiu com um pacote de propostas foi o distribuidor norte-americano Michael Thornton, da Forward Entertainment. “Levo pra casa vários projetos, tanto apresentados pelos produtores quanto coisas que vi nos screenings”, afirmou.

Não apenas os convidados do evento aproveitaram para fazer novos negócios. A distribuidora britânica Daryna Pyrogova, da WTW Films, nunca tinha vindo ao Brasil. “Fiquei sabendo do evento em outros mercados internacionais e resolvi ver por conta própria”, disse a executiva, de origem ucraniana. “Embora o Brasil ainda não seja um grande comprador para o tipo de produto que distribuo (sobretudo documentários, musicais e filmes de arte), conheci muita gente e descobri um novo mercado. Pretendo voltar ano que vem”, completou.

O movimento de produtores em torno dos canais nacionais também foi intenso. Emissoras como a TV Vanguarda entraram em negociação para diversos projetos, como interprogramas. As demais emissoras também marcaram forte presença, tanto as redes nacionais quanto muitas afiliadas regionais.

Screenings

Uma das novidades que o MITV trouxe ao Brasil foram os screenings, exibições on-demand de produções de todos os gêneros, que podiam ser vistas em cabines individuais durante todo o evento. Lá dentro, o interessado tinha acesso a um banco de dados de produções, na sua maioria nacionais, com ficha técnica completa, sinopse e trechos em vídeo.

O MITV recebeu mais de 70 produções para os screenings, entre animações, longas de ficção, documentários, interprogramas, séries para a TV e até reality shows. As produções foram vistas por mais de cem profissionais durante os dois dias.

Pitching

Uma sessão que despertou muita curiosidade foi o pitching. Dos mais de 40 projetos recebidos pela organização do MITV, apenas 12 foram selecionados para serem apresentados a um júri e a uma platéia formada por profissionais de canais e distribuidoras do Brasil, EUA, França, Canadá e outros países.

No pitching, cada produtora teve cinco minutos para defender seu projeto, que depois era comentado pelo júri: Michela Giorelli (Discovery), Maurice Paleau (NFB), Eric Michel (FRV Media), Michael Thornton (Forward Entertainment), Letícia Muhana e Jorge Espírito Santo (GNT).

Ao final de uma cansativa sessão de três horas de duração, e tendo ouvido todas as apresentações, o júri deliberou e optou por premiar dois trabalhos como vencedores, baseado no critério de melhor apresentação e melhor projeto. Curiosamente, levaram o prêmio dois projetos de animação: “Historietas Assombradas (Para Crianças Malcriadas)”, da Glaz Entretenimento, e “Sapo Xulé”, da Cinema Animadores. A primeira é uma mistura de técnicas de animação para mostrar as histórias que uma estranha vovó conta a sua netinha antes de dormir, sempre envolvendo monstros e outros tipos bizarros, como o “Elvis que Nunca Morre”. Já “Sapo Xulé” é baseada em um brinquedo popular da década de 80. A série fala de temas como ecologia e cidadania.

É interessante notar que os projetos escolhidos se destacam por seu caráter internacional, ou seja, apesar de brasileiros, são temas que podem ser reproduzidos e exibidos em qualquer país. Alguns bons projetos, elogiados pelo júri, foram penalizados justamente por serem muito locais, com pouca possibilidade de comercialização no exterior.

30 minutos

Outro formato apresentado pela primeira vez no MITV foi o das sessões “30 Minutos”, nas quais profissionais de diversos canais esclareceram dúvidas sobre a aquisição de programas.

Em geral, a principal dica dos programadores é: conheçam o canal. Muitos se queixaram que os produtores apresentam projetos descolados da realidade de um determinado canal, aberto ou fechado. Ou seja, o produtor, na ânsia de vender seu conteúdo, muitas vezes bate nas portas erradas.

“Recebemos bons projetos, mas que não ‘casam’ com aquilo que a nossa TV faz e busca”, disse Marcelo Parada, VP da TV Bandeirantes”. O executivo afirmou que muitas vezes recebe projetos excelentes, que gostaria de exibir, mas não pode porque não se encaixam na grade. “Televisão é como uma bicicleta pedalando. Um programa que entra na grade tem que pegar aquela audiência do horário, segurá-la e entregá-la para o próximo horário. Não adianta enfiar lá no meio uma coisa que não tem nada a ver com o resto”, explicou.

Débora Garcia, do Canal Futura, ressalta outros aspectos determinantes na escolha de um programa para a grade do canal. “No nosso caso, buscamos, além de um programa focado na população de baixa renda e com temas relevantes para a vida das pessoas, diferenciais como a utilização do programa pela comunidade, e a utilização de fornecedores sociais nas produções, por exemplo, com o uso de produtos artesanais ao invés daqueles produzidos em larga escala”, afirma.

Gilberto Perin, da RBS, também em uma sessão “30 minutos”, lembrou que os gêneros e a classificação das produções devem ser adequados ao horário e ao generalismo da TV aberta. A RBS, conforme contou Perin, conta com dois horários para a produção independente: aos sábados, por volta do meio-dia; e a meia noite de domingo. Os horários são preenchidos com produção própria e de produtoras independentes de Porto Alegre, com os curtas selecionados no concurso Histórias Curtas, que conta com financiamento da emissora.

Courtney Thompson, do National Geographic, afirmou que recebe centenas de projetos por mês, o que deixa muito pouco tempo para analisar tudo.

Co-produções

Eric Michel, da FRV Entertainment, ressaltou tópicos importantes para viabilizar uma co-produção, como a paciência, a confiança nos projetos e a compreensão que uma produção deste tipo envolve dos dois participantes: o produtor e o seu parceiro. “A partir do momento em que se faz uma co-produção, o projeto deixa de ser ‘meu’, e passa a ser ‘nosso’”, disse.

Michel também lembrou que os projetos hoje em dia têm que prever a exploração em múltiplas janelas. “Não aceitamos projetos de programas que não sejam multiplataformas”, disse. “Hoje o custo de produção é tão caro, que não se pode pensar em um produto que não sirva para outros meios”, concluiu.

Fórum debate a produção global e a realidade latino-americana

Além das atividades de mercado, o MITV também abrigou os tradicionais debates do Fórum Brasil de Programação e Produção, que chegou este ano à sétima edição.

O tema do Fórum orbitou em torno do mercado internacional, uma vez que este vem sendo o principal caminho pelo qual produtoras e emissoras vêm buscando ampliar suas receitas, mas houve espaço também para a produção regional e para o debate sobre as novas plataformas de distribuição.

No painel de abertura, a diretora geral da Endemol Globo, Carla Affonso, apresentou um projeto da TV francesa realizado integralmente no Brasil, um reality show transmitido ao vivo diariamente de Teresópolis (RJ). Ela lembrou que há um grande mercado mundial de formatos, o que pode ser uma oportunidade para produtores brasileiros. Nenhum formato nacional até agora foi exportado, porque, segundo ela, é difícil alguém comprar um formato que não tenha sido produzido antes em seu país de origem. Ainda assim, ela conta que a Endemol trabalha dois formatos brasileiros, que podem ser negociados em breve para o exterior.

Segundo Fernando Dias, presidente nacional da ABPI-TV, uma das maiores dificuldades para que produtores independentes busquem co-produtores internacionais é a falta de financiamento no Brasil, necessário para oferecer como contrapartida ao parceiro internacional. Dias afirma que as televisões têm necessidade de conteúdo, “mas precisam de um benefício para fortalecer a parceria com os produtores independentes”.

A resposta viria no painel da tarde, quando o diretor da Ancine Manoel Rangel apresentou o novo projeto de lei para o audiovisual.

Co-produção

A co-produção com canais internacionais também foi o tema de um dos painéis mais concorridos do evento. Embora a característica de um produto voltado para o mercado global tenha sido enfatizada pelos executivos de canais internacionais presentes ao painel, Leonardo Monteiro de Barros, da Conspiração Filmes, lembrou do sucesso da série “Mandrake”, uma co-produção com a HBO, que, segundo ele, levou o canal do 16° ao 2° lugar de audiência. “Esse resultado mostrou que a programação local faz o mercado crescer e dá dignidade ao canal internacional”, diz. “Não adianta só pensar no que é bom para o canal. Tem que pensar no que é bom para o público brasileiro”.

Ele lembra, no entanto, que as dificuldades para a realização da produção foram muitas, especialmente por ter sido a primeira a ser realizada por meio do Artigo 39. “Não sabíamos bem qual seria o acordo, tanto quanto aos direitos quanto em relação à exploração”, diz.

Outros problemas apontados são a carência de profissionais qualificados para a produção independente televisiva, a falta de abertura das TVs abertas ao conteúdo independente e os mecanismos de financiamento brasileiros, que têm como foco principal o cinema. “Ter direito a apenas 3% das remessas é muito pouco”, diz Barros.

Guy Knafo, da distribuidora francesa 10 Francs, destacou em sua apresentação que o mais importante para ele é que o produtor respeite a exclusividade de venda da distribuidora nos territórios combinados. “Se o cliente recebe proposta da produtora e depois da distribuidora, ele perde a confiança em ambas as empresas”, explica.

Os modelos de negócio para viabilizar as produções também foram temas de um painel de debates. O produtor Roberto D’Avila, da Moonshot, destacou que é importante o produtor desenvolver formatos criativos de produção e financiamento, buscando diferentes janelas e meios de distribuição ou diferentes mercados. Mas, segundo ele, é necessário cuidado para “agregar mercados sem transformar a produção em um Frankenstein”. Para ele, não existe um modelo único de negócios, citando como exemplo os casos bem sucedidos de co-produção com programadoras de TV com o Artigo 39 e ainda o projeto Documenta Brasil.

Já Katia Murgel, diretora de programação da Fox no Brasil, destacou que o interesse dos canais internacionais, mais especificamente a Fox, é “buscar um tempero brasileiro” através da produção local. Segundo ela, a possível criação do “Artigo 3º A”, anunciado no evento pela Ancine em primeira mão (leia reportagem à página 22), abrirá uma possibilidade de investimentos em produção local que não se concretizaria sem a ajuda de um mecanismo.

Representando a TV aberta, Raimundo Lima, da Band, deu um recado aos produtores independentes presentes no evento: “Vejo reclamação por falta de espaço na TV aberta. Isso não é verdade em relação à Band. Há muitas parcerias, tanto com idéias que nasceram fora, como dentro da Band e que acabam sendo feitas por produtoras”. Embora tenha admitido que a análise de projetos no canal não tem área específica, Lima afirmou que “lida muito com projeto mal feito”, porque os produtores não procuram conhecer a grade do canal antes de fazer uma oferta. “Chega a ser um desrespeito não saber para quem você está vendendo um produto.

Já teve gente tentando vender um produto sem saber onde colocá-lo na nossa grade, porque não conhecia nenhum programa que estava nela”, afirmou.

O executivo de produção da Band afirmou ainda que não existe um modelo certo de parceria no canal. “Já teve projeto que começou de um jeito e acabou de outro. Temos gama imensa de modelos de negócio que vão se adequando; há espaço para negociação”, disse.

LÍDER PORTUGUESA CRESCEU COM PRODUÇÃO LOCAL

O diretor geral da emissora portuguesa de televisão TVI, José Eduardo Moniz, apresentou durante o MITV o case da emissora que, “de empresa moribunda, passou a líder de audiência”, em suas palavras.

O executivo explicou como, após uma re-estruturação financeira, a TVI conseguiu bater a audiência das novelas da Globo em Portugal (exibidas pela concorrente SIC) optando pela programação local. Segundo Moniz, a produção independente era a única possibilidade financeira para viabilizar o canal. Trabalhando com custos menores, a emissora, “antes de ser líder em audiência, já era campeã em rentabilidade”.

Moniz diz ainda que opção pela produção local fez com que o país tenha hoje “mais e melhores autores, atores e técnicos”.

Regional

Se o mercado internacional dominou os temas do Fórum, a realidade das emissoras e produtoras regionais do Brasil também foi alvo de debates no evento.

Em painel sobre a importância da busca de soluções para viabilizar a produção local das emissoras afiliadas das grandes redes abertas brasileiras, foram apresentadas soluções encontradas por emissoras do Norte, Nordeste e Sul do País. Na região amazônica, a TV Rio Negro, por exemplo, afiliada da Rede Bandeirantes, vê no interesse internacional pelos assuntos ligados ao meio ambiente da maior reserva verde do planeta uma janela de expansão dos negócios. O diretor de programação da emissora, Luciano Maia, contou que a produção local, dada a baixa densidade demográfica da região, não se viabiliza se não tiver essa janela de exposição comercial no exterior. O caminho para o mercado internacional é dado pela própria cabeça-de-rede, conforme explicou Roberto Lestinge, diretor de expansão internacional da Bandeirantes. No Nordeste, a afiliada da Globo, Rede Bahia de TV, além de gerar sua programação própria para os espaços locais, preenche ainda 11 horas diárias da TV Salvador, um canal UHF com programação original. Claudia Lima, gerente de negócios de conteúdo da Rede Bahia e também à frente da programação da TV Salvador, explicou as modalidades de produção local possíveis e a busca de modelos comerciais alternativos, uma vez que o break comercial tradicional de 30 segundos não se aplica neste nível de regionalização. Ainda Gilberto Perin, diretor do núcleo de programas especiais da RBS TV, afiliada da Rede Globo, falou da experiência local no Rio Grande do Sul com a produção de dramaturgia, com curtas-metragens e interprogramas feitos por produtoras. Em alguns casos, como na faixa “Histórias Extraordinárias”, as produções são viabilizadas com o modelo de divisão de receitas em 50%. O canal local TVCom e o Canal Rural, ambos do mesmo grupo, também servem de janela para algumas produções em ficção – que em muitos casos já foram para outras mídias, com lançamento em DVD.

AMÉRICA LATINA EM QUESTÃO

Onde estão as produções latino-americanas que não sejam novelas? Essa pergunta foi feita por Flor Hurtado, da Solferino Media, do México, durante painel do MITV sobre o continente. Apesar de sua visibilidade, as novelas não resumem a produção televisiva dos países latino-americanos. E um não conhece a produção do outro além das novelas. Segundo Flor, isso se deve ao fato de que hoje os países não compram programas, mas sim formatos. “Hoje trazemos um formato que funciona no exterior e produzimos sobre ele no nosso próprio país. Isso é algo puramente comercial, que está matando a criatividade da produção”, diz.

Ela acredita ainda que falta organização para vender produtos de latinos para latinos, e sugere uma aproximação para que todos se conheçam melhor. Para Leonardo Dourado, da Telenews, existe também um problema financeiro, que faz com que os países procurem sempre os países do Hemisfério Norte para realizar as suas co-produções, já que o dinheiro parece estar concentrado ali.

Mercados

Durante o painel, foi possível notar diferenças significativas entre os mercados dos países latinos representados. Enquanto o Brasil e o México têm indústrias de televisão desenvolvidas, capazes de exportar conteúdo, a Argentina e o Uruguai passam por dificuldades de inserção internacional e até mesmo de concorrência dentro dos próprios países. Na Argentina, são cinco canais de televisão aberta, quatro privados e um público, concorrendo por uma audiência de 40 milhões de pessoas, lembrou Miriam Molero, do Canal 7 argentino. No Uruguai, a situação é ainda mais complicada, com uma população total de três milhões de pessoas, com quatro canais abertos, um canal público aberto e um público no cabo.

Larissa Perdomo, da Televisión Nacional, do Uruguai, lembra que os realizadores uruguaios acabam saindo do país devido à falta de produções locais e à desorganização do mercado. O Uruguai hoje oferece principalmente serviços de produção.
Embora os participantes do painel acreditem em co-produções entre os vizinhos latino-americanos devido à proximidade cultural, Beth Carmona, presidente da TVE, lembra que não se pode esquecer que cada país tem a sua especificidade. “Os países têm as suas características próprias. A América Latina não é uma massa”, conclui.

Multiplataforma

Os conteúdos para a era digital foram tema do último painel do MITV. Caíque Severo, diretor de inovação da DM9DDB, lembrou que a banda larga atingiu massa crítica no Brasil em 2005, permitindo a criação e a penetração de novos serviços. Para ele, graças à banda larga, o PC passa a ser “o verdadeiro canal de distribuição de conteúdos, inclusive audiovisuais”. Severo destaca três características da Internet em banda larga nos PCs: conteúdos criados pelos próprios usuários, como o You Tube; a possibilidade de fazer download de conteúdos de múltiplos usuários simultâneos através do Bit Torrent; e a possibilidade de receber passivamente conteúdos através de RSS. Estas três características, em sua opinião, criam um serviço que chamou de “video on demand personalizado”.
Ricardo Sodré, da Trama, também se mostrou otimista com a Internet em relação à distribuição de música. Segundo ele, a rádio está ultrapassada e a Internet é agora a principal forma de divulgação de novos músicos, citando a banda Arctic Monkeys, que se lançou através da rede e já é um sucesso de vendas mundial.

O executivo citou ainda o case da própria Trama, o portal online Trama Virtual. Segundo ele, sem uma divulgação formal, o portal já conta com conteúdo de 30 mil bandas e com 400 mil usuários cadastrados. Além das músicas das bandas, o portal conta ainda com vídeos, shows e reportagens.
O portal terá agora um programa no canal Multishow, o que, segundo Sodré, deve aumentar consideravelmente o número de usuários. A expectativa da Trama é poder bancar o serviço através de cotas de patrocínio.