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ABRIL 2006 - Nº 159 ÍNDICE

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Volta às origens

Lizandra de Almeida

Oartista de pós-produção Carlos Faria seguiu, de certa forma, a evolução dos equipamentos de edição e finalização. Mas nem sempre da forma que ele esperava. Com 14 anos, começou a trabalhar como DJ. Com 20, foi trabalhar na Barriga Verde Produções. Um dos diretores da produtora, José Paiva, era amigo do meu pai. Ele me deu três meses para aprender a operar VT. Aprendi e virei assistente de edição. Como fazíamos muita finalização para publicidade, trabalhei com os melhores profissionais da época.

Era início da década de 1990 e a moviola já estava sendo abandonada em prol das ilhas de edição. Tínhamos o equipamento mais avançado da época, e só a RBS tinha uma ilha igual. O processo de edição ainda era linear, mas o sinal já era digital. Essa foi a minha escola, que serviu de embasamento para o que faço hoje na TV Record. Naquela época o diretor acompanhava a finalização corte a corte, então discutíamos cada plano.

Dois anos depois, Faria assumia a edição. O mercado, porém, mudava rapidamente e começavam a surgir os equipamentos digitais de edição não-linear. Eu trabalhava num avião, até que a Barriga Verde fechou e as produtoras passaram a não adquirir mais equipamentos. O período seguinte da minha vida foi triste, porque fui trabalhar como frila, em ilha Beta analógica. Pouco depois, comecei a trabalhar em campanha política. Não conseguia acreditar que os novos equipamentos de R$ 100 mil fossem substituir os de R$ 1 milhão. Nesse período, perdi tempo.

Mesmo assim, aprendeu a operar os novos Avid e Media 100. Mas sempre imaginando que um dia teria a oportunidade de voltar a operar grandes equipamentos de finalização, que permitissem um trabalho mais criativo e artístico, com um funcionamento mais rápido e melhor qualidade final. A resposta desses equipamentos não era legal, demorava muito e o resultado final não era bom.

Começavam a surgir os equipamentos de ponta de finalização, as primeiras plataformas abertas em Silicon Graphics, mas Carlos trabalhava com edição linear na Matel Vídeo, produtora de programas de ofertas e promoções. Fui então para a Still, onde operei Media 100. Pensei então que não fosse mais voltar para a edição linear, mas a produtora ficou mal e acabei indo para o Shop Tour. Depois de um tempo, acabou saindo e então vieram dez meses de desemprego. Até que Carlos foi contratado pela Rede Record, o que considera seu “renascimento”. Quando entrei não tinha vaga para editor de pós-produção, então fui para o corte seco do jornalismo. Mas essa oportunidade foi fundamental, porque fez crescer meu interesse e comecei a me dedicar muito para voltar para os equipamentos de ponta.
Dois meses depois de entrar na emissora, foi adquirido um equipamento Quantel eQ para a finalização dos programas esportivos.

Já cresci o olho, mas havia só uma máquina e dois operadores. Mas depois de fazer meu horário normal, comecei a acompanhar o trabalho deles. Ia lá todo dia. Meu horário era das cinco da manhã ao meio-dia, e eu ficava então até as dez da noite ali do lado. Os operadores viram meu interesse
e começaram a me ensinar.

Dali foi galgando os degraus até realizar seu sonho de voltar a uma plataforma de alta definição. Passou pelo “Domingo Espetacular”, onde aliou sua experiência de corte seco, que exige rapidez e precisão, com os conhecimentos que adquiriu no novo equipamento e que trouxe da época que montava comerciais de primeira linha. Hoje, responde pelo tratamento das imagens das novelas da Rede Record. Sabia que o núcleo de novelas estava distante, mas fui mostrando minha capacidade. Quando foi montado o núcleo do Rio de Janeiro, não encontraram operador e acabei sendo transferido. Agora fazemos aqui o tratamento de cor, os efeitos, um pouco de rotoscopia e a edição. Cheguei a fazer tudo sozinho no começo, mas agora temos outros operadores.

Novo conselho
Ângelo Franzão, vice-presidente e diretor de mídia da McCann-Erickson, é o novo presidente do Grupo de Mídia São Paulo. Os integrantes do novo Conselho Superior são: Cláudio Venâncio (Fischer América), Daniel Bárbara (DPZ), Fernando Sales (Giovanni, FCB), Flavio Rezende (DPZ), José Alves (Ogilvy), Paulo César Queiroz (DM9DDB) e Paulo Stephan (Talent).

O Grupo de Mídia também apresenta mudanças na direção das suas divisões internas. Na Divisão de Eventos sai Roberto Genistretti (TBWA/BR) e entra Paulo Camossa (AlmapBBDO). Na Comercial, Roberto Genistretti assume o posto de Flavio Rezende (DPZ). Os outros cargos continuam ocupados por seus respectivos diretores. Maria Lúcia Cucci (Publicis) na Divisão de Ética; Divisão de Integração com Luiz Fernando Vieira (África); Elisa Calvo (Age) permanece à frente da Divisão de Mídia Interativa (antiga Divisão de Internet), Hilda Cajade (Lowe) na Divisão Técnica e Paulo Gregoraci (W/Brasil) na Divisão Financeira.

De volta à redação
O jornalista Marco Nascimento é o novo diretor de jornalismo da Rede Gazeta de Televisão, de São Paulo. Nascimento entrou para a TV Cultura em 1990, onde, a partir de 1992 passou a responder pelo jornalismo. Em 1998 transferiu-se para a TV Globo São Paulo, onde foi editor-executivo do Jornal da Globo e chefe de redação da emissora entre 2000 e 2001. Em julho daquele ano, assumiu a direção de jornalismo da TV Globo Minas por dois anos. Em seguida, passou um ano e meio em Alagoas, dirigindo o jornalismo da afiliada local da TV Globo.

Depois de um breve período como consultor de comunicação, Nascimento volta à redação e assume a direção de jornalismo da Rede Gazeta de Televisão, de São Paulo. Nascimento foi professor do curso de jornalismo da PUC de São Paulo entre 1990 e 1998.

Linha editorial reforçada
Na TV Cultura, Albino Castro é o novo diretor de jornalismo. Profissional com mais de 20 anos de experiência em telejornais, Castro assumiu com o objetivo de reforçar a linha editorial da emissora pública. Já tendo ocupado cargos executivos no SBT e TV Gazeta, o profissional atuou também na Telemontecarlo, braço televisivo da TV Globo na Europa, nos anos 80. Na mídia impressa, Albino Castro passou pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil, além da revista Veja. Ele entra no lugar de Pola Galé, que assume outras funções no departamento de jornalismo da TV Cultura.

Promoção
Vera Buzanello foi indicada para o cargo de vice-presidente sênior de distribuição da Discovery Networks Latin America. Vera, que já está há oito anos na Discovery Networks, será responsável pelas áreas de licenciamento, novas mídias, aplicações avançadas de televisão e distribuição sem fio (wireless). A executiva, que era vice-presidente de vendas e relações com afiliadas, continuará a trabalhar com base na sede regional em Miami, supervisionando a infra-estrutura de distribuição para os afiliados, incluindo as operações centrais com base em Miami e os escritórios regionais de vendas, bem como a gestão dos aspectos do planejamento estratégico de vendas, do cumprimento dos objetivos de faturamento, negociações de contratos e relacionamentos com os clientes.

Novos formatos
A Estação 8 contratou o diretor de filmes publicitários Renzo Querzoli para desenvolver novos formatos no segmento de conteúdo da produtora. Os trabalhos mais recentes de Querzoli foram realizados na Bull’s Eye Filmes, produtora especializada nos segmentos automotivo, motociclístico e de esportes radicais. Querzoli já realizou filmes para Brastemp, Credicard, Chrysler e Editora Abril, e trabalhou também na DM&A Comunicação Direta e no Grupo Europa, onde foi diretor de criação da Eurocom, house do grupo.