Voltar para página inicial
NEWS
GUIA TELA VIVA
REVISTA
MAKING OF
AGENDA
EVENTOS
FALE CONOSCO
PESQUISA >>> News Revista TELA VIVA
 Usuário  
Senha
facetas virtuais
Título Cubo mágico
Cliente Bradesco Seguros
Produto Institucional
Agência NewComm Bates
Criação Stalimir Vieira
Produtora Produtora Associados
Direção Luiz Ferré
Fotografia Fê Oliveira
Computação Gráfica Equipe Casablanca
Finalização Casablanca
Trilha MCR
A manipulação do cubo mágico ... ... mostra diferentes cenas em suas faces.
 

A criação da campanha da Bradesco Seguros encontrou em formas multifacetadas a solução para apresentar os produtos da seguradora ao consumidor potencial. A intenção da agência era a de mostrar que, mesmo oferecendo produtos diferentes para os vários perfis de clientes, todos estavam sob a responsabilidade da mesma empresa.

A idéia foi a de mostrar um homem manipulando um cubo mágico, cujas faces revelam cenas com situações agradáveis, representando a tranqüilidade oferecida pelo seguro. A execução do trabalho exigiu da finalizadora Casablanca o uso do plug-in Match Move para o SoftImage, que permite a composição de layers de imagens em 3D, possibilitando determinar pontos de tracking em um objeto e "colar" imagens sobre sua superfície. "Como todas as imagens se moviam, tanto o cubo quanto as imagens aplicadas, seria impossível usar a composição 2D", explica Rodolfo Patrocínio, que comandou a equipe de pós-produção da Casablanca neste trabalho.

A execução do processo exigiu a criação de um cubo azul cortado por filetes verdes, que determinavam os pontos de tracking da imagem. No computador, foi gerado um cubo virtual idêntico e foram inseridos os dados relativos à filmagem real (os mesmos parâmetros de câmera e iluminação do estúdio onde a manipulação do cubo foi filmada). O Match Move mapeia a imagem filmada, gerando um gráfico do movimento. Isso permite trabalhar a imagem corrigindo pequenas imperfeições sem perder a naturalidade da manipulação pela mão humana e também simula as luzes utilizadas na filmagem real, o que permite iluminar sob o mesmo ângulo e intensidade as imagens aplicadas.

O cubo era um objeto inteiro, subdividido em outros pequenos cubos. De um para outro, havia chanfros que criavam efeitos de luz e sombra, tudo reproduzido sobre a imagem aplicada como se ela fosse uma textura sobre um elemento sólido. Como o software permite a aplicação das imagens às seis faces do cubo, quando o movimento é feito e revela uma nova face, a imagem-textura aparece naturalmente.

A composição exigiu a criação de diversas máscaras, tanto do cubo quanto dos dedos do manipulador, o que permitiu que os dedos ficassem sobre a imagem aplicada, que tinha de ficar sobre o cubo azul, que estava sobre o fundo filmado. "O azul de recorte do cubo cria um reflexo sobre o dedo, o que esconde os limites", explica Patrocínio.

Para facilitar o recorte, ele usou o recurso modular keyer, do Inferno.

"É um tipo de recorte 3D que isola as tonalidades de azul pela luminância. Fazemos uma máscara dos tons mais claros ou mais escuros e conseguimos separar o que queremos." Assim, foi possível isolar os dedos, aplicando-os sobre a imagem e colando-os novamente na mão, que continuou por trás. Como os dedos já tinham sido separados do resto da mão, ficou fácil fazer a cena final, quando a mão some e, em fusão, aparece o logotipo do banco sobre a superfície chanfrada.

Mas para que todo esse processo de pós-produção fosse deflagrado, foi necessária uma intensa preparação. "Primeiro filmamos em estúdio, para criar todos os movimentos e descobrir os tempos da manipulação. O ator tinha de ter movimentos precisos, para evitar dificuldades técnicas depois.

Só depois de acertar os movimentos do cubo é que começamos a filmar as cenas que seriam aplicadas", conta o diretor Luiz Ferré.

As quatro cenas tiveram um planejamento e uma direção de arte precisos para evitar ruídos quando sobrepostas ao cubo. "Precisamos nos preocupar com a composição e o enquadramento da cena em si, com sua interação com a próxima cena e também com o cubo", conta o diretor.