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A nova campanha
de vendas de planos de saúde da Amil tem como protagonistas
os atores Pedro Cardoso e Denise Fraga em uma situação
insólita. Os dois são um casal que está assistindo
à TV e, ao mesmo tempo, são os protagonistas da recriação
de um quadro do antigo programa humorístico "Times Square",
da TV Excelsior, onde Grande Otelo representava um malandro cantando
para sua mulata. Pedro Cardoso, então, fala que vai comprar
um plano de saúde, mas a mulher rejeita a idéia e começa
a cochilar.
O programa de
TV entra em seus sonhos e ela se vê e ao marido como os personagens,
devidamente caracterizados como negros. A música então
mostra a tentativa do marido de convencer a esposa e, enquanto os
dois cantam o samba animado, elementos gráficos em computação
atravessam a tela. A voz é, realmente, dos atores, gravada
em estúdio antes do início das filmagens.
Segundo a diretora
de criação Carla Belino, o filme segue a linha de criação
que já vinha sendo utilizada para Amil, com cores vivas e um
clima bem-humorado.
Por isso, optou-se
pelo uso da computação gráfica na criação
dos cenários, que exibem degradês que mudam de tons no
meio dos planos.
O diretor Ronaldo
Uzeda explica que foi preciso criar um shooting board detalhado para
marcar a atuação dos atores, uma vez que eles contracenam
com elementos inexistentes, aplicados em pós-produção.
"Uma das estratégias é mover menos a câmera
e fazer os atores se movimentarem mais em quadro. Isso facilita o
trabalho da pós-produção."
Mas além
da filmagem especial para recorte, dois outros "complicômetros"
faziam parte do trabalho. Um deles era a coreografia, criada pelo
coreógrafo João Wlamir. Outra era a própria caracterização
dos personagens. "A maquiagem para o corpo sempre tem um brilho
que reflete oleosidade, por isso o cuidado na preparação
da luz tem de ser redobrado a fim de evitar reflexos sobre a pele",
explica.
Marisa Ditleff,
que juntamente com Patrícia Lobo Neto e Marcello Panzera respondeu
pelos efeitos digitais, conta que os cenários foram aplicados
sob as imagens filmadas em fundo de recorte. As principais dificuldades,
porém, foram para movimentar personagens tão improváveis
quanto a Torre Eiffel, o Big Ben e a Estátua da Liberdade.
Isso porque a música cita o fato de que o plano de saúde
dá assistência fora do Brasil. Nesse momento, entram
em cena os três monumentos, dançando em ritmo de samba.
"Esse tipo
de figura pode ser adquirido em modelos digitais prontos. Nós
já tínhamos dois e compramos o Big Ben. A partir desses
modelos, porém, temos de trabalhar a animação:
e eles não foram feitos para dançar. Por isso, precisamos
limpar muitos polígonos para dar mais leveza aos modelos. Realçamos
também as cores, dentro da linguagem do filme", explica
Marisa.
Outro recurso
usado em pós-produção que foi inaugurado pela
Vetor Zero nesse trabalho foi o módulo cloth do equipamento
Maya da casa. Com esse módulo, é possível criar
efeitos de tecido digitalmente. O software permite determinar a elasticidade
e a maleabilidade de uma superfície e simular sua queda a partir
de pontos fixos. Isso foi usado para a criação das cortinas
que encerram o sonho de Denise Fraga e são o pack-shot do filme.
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