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| falso
cognato |
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Cliente CCAA
Produto Institucional
Agência Giovanni FCB
Produtora Jodaf
Direção João Daniel Tikhomiroff
Fotografia Leonardo Crescenti
Cenografia Alexandre Toro
Figurino Katia Gimenez
Telecine Estúdios Mega
Trilha Nova Onda
Comput. Gráfica e Finalização Vetor Zero |
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| Dunas
viram "deserto" para a aventura. |
Layers
mantêm a proporção de tamanho dos atores. |
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Depois
de se perder na selva e virar comida de canibais por não saber
falar inglês, o mesmo aventureiro que protagonizou o primeiro
filme das escolas de inglês CCAA volta agora para explorar o deserto
e mais uma vez se atrapalhar com o idioma de Tio Sam. No primeiro filme,
ele se depara com uma loira estonteante e acaba virando comida de selvagens
porque não consegue se comunicar com a mulher, espécie
de deusa local. Agora, ele encontra uma garrafa com uma gênia
dentro, mas deixa de tornar-se seu amo porque não sabe que "push"
não é puxar e sim empurrar.
As externas, que mostram o aventureiro caminhando pela areia, foram
rodadas nas dunas de Cabo Frio (RJ), mas todas as cenas envolvendo a
gênia foram filmadas em estúdio, em fundo de recorte. O
trabalho foi acompanhado desde o início pelos técnicos
da Vetor Zero, que adaptaram um computador ao videoassist para determinar
o correto posicionamento da câmera e a luz necessários
para o encaixe perfeito da atriz dentro da garrafa.
A concepção da iluminação já previa
efeitos de refração de luz relativos ao sol incidindo
sobre a garrafa. Para garantir a perfeita harmonia entre as imagens
captadas em externas e em estúdio, o diretor João Daniel
optou por filmar em primeiro lugar tudo o que fosse na locação
e depois ir para o estúdio. Em Cabo Frio, aproveitou momentos
de luz baixa para ampliar os relevos e conseguir registrar os caminhos
de vento sobre a areia. A referência, segundo o diretor, foi do
filme "O paciente inglês", que tem tons quentes, alaranjados.
Os dois personagens contracenam o tempo todo, mas as imagens foram compostas
em pós-produção, em diversos layers, já
que a gênia está dentro da garrafa, em tamanho muito menor
do que o ator. A garrafa foi desenhada e depois produzida inteira e
em pedaços, para garantir a distorção real sobre
a gênia. "Se filmássemos a garrafa inteira para depois
colocarmos a gênia por trás, teríamos a sobreposição
de duas camadas de vidro, o que daria uma distorção muito
maior do que se ela estivesse simplesmente dentro da garrafa",
explica João Daniel.
A atriz que interpreta a gênia é norte-americana e foi
trazida especialmente para o filme. Em seu figurino, foram usadas tonalidades
de azul e rosa, para contrastar com o cabelo loiro. A inspiração,
obviamente, é do seriado "Jeannie é um gênio",
com um pouco mais de sensualidade. O personagem principal, por sua vez,
ganhou um uniforme de explorador mais leve, adequado à sua nova
aventura.
O diretor de criação, Adilson Xavier, acredita que a produção
conseguiu concretizar uma idéia considerada difícil. "Não
tínhamos certeza do grau de exeqüibilidade da idéia,
mas a parceria entre a produtora e a Vetor Zero permitiu que o filme
saísse como esperávamos", afirma. Truques ao vivo
também foram necessários, além de todos os efeitos
de computação. Os movimentos da garota dentro da garrafa
foram todos premeditados. No estúdio, a atriz foi colocada sobre
uma plataforma que se movia, fazendo-a perder o ponto de equilíbrio.
Ao final, quando o rapaz puxa a tampa no lugar de empurrar, a gênia
se transforma em pó e ele acaba indo parar dentro da garrafa.
Só que o personagem não diminui tanto assim, acabando
por ficar todo dobrado. Para compor essa cena, o diretor filmou cada
parte do corpo do ator em separado e, na pós-produção,
os pedaços foram montados.
Segundo Adilson Xavier, essa linha de comunicação bem
humorada vem dando resultados excelentes e, no fundo, traz mensagens
mais profundas do que se supõe. "Usando esse tipo de metáforas,
primeiro mostramos que, na verdade, a vida é uma selva e quem
não está preparado pode ser devorado. Agora, com o deserto,
mostramos da mesma forma que o mundo atual pode deixar as pessoas falando
sozinhas. Usando esses chavões do cinema, acabamos nos referindo
à realidade urbana", afirma. |
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