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andróide |
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Cliente: Nabisco Royal
Produto: Promoção Furby
Agência: Giovanni, FCB - Rio
Criação: Adilson Xavier, André Lima e Cláudio
"Gatão"
Produtora: Resolution Filmes
Direção e fotografia: Sergio Mastrocola
Cenografia: Flavio Inserra
Efeitos especiais: Vetor Zero
Telecine: Estúdios Mega
Montagem: Gilles Bury
Trilha: Nova Onda
Finalização: Vetor Zero |
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| O
cachorro conduz a assembléia de animais. |
Vários
animais assistem ao treinamento. |
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Ameaçados
com a chegada de um concorrente muito especial, os animais de estimação
de uma casa se reúnem para decidir como agir dali em diante.
A partir desse mote, foram desenvolvidos os dois filmes que compõem
a campanha da Nabisco para a promoção que vai distribuir
os bichinhos Furby, uma espécie de tamagochi (aqueles bichinhos
virtuais) de pelúcia que fala e tem necessidades como animais
de verdade. "Tínhamos de mostrar que o Furby é mais
do que um brinquedo, é quase um bichinho de verdade. Por isso
decidimos pela comparação com os animais", explica
o diretor de criação Adilson Xavier.
Quando entraram os vários animais na história é
que a produção se tornou realmente complicada. No primeiro
filme, "Assembléia", que apresenta a promoção,
o cachorro avisa para os outros animais que estão ameaçados
pela chegada do Furby. No outro filme, "Treinamento", o cachorro
tenta ensinar os bichos a fazer o que o Furby faz, como falar e cantar.
Entre os animais que se reúnem no sótão de uma
casa estão cachorro, gato, ratos brancos, tartarugas, peixinhos,
pássaros, hamsters e coelhos.
Para filmar todo esse zoológico, o diretor Sergio Mastrocola
optou por separá-los. Cada animal foi filmado isoladamente, no
mesmo fundo que deveria ir para o ar. As cenas foram compostas em layers
na finalização, mantendo-se o fundo da região onde
o animal atuava. "Preferimos não usar fundo de recorte,
pois existe uma dificuldade natural em se recortar o pêlo de animais,
o que poderia ficar muito aparente", conta o diretor. "Nosso
maior problema era conseguir reproduzir a luz do fundo sobre os animais,
já que, por se passar em um sótão, os personagens
estão na penumbra", explica Sergio Salles Machado Fº.,
da Vetor Zero.
Para fazer os bichos se comunicarem, a Vetor Zero ainda teve de criar
espécies de próteses 3D para substituir os focinhos dos
animais e fazê-los falar. Com uma técnica semelhante à
do longa-metragem "Babe", a Vetor Zero partiu dos animais
filmados e criou reações e olhares, além dos movimentos
de boca. "No caso das tartarugas, refizemos a cabeça completa
em 3D, utilizando os softwares Maya e Inferno para composição
e animação", explica Machado. As imagens captadas
serviram como referência para a criação da pele
e do pêlo, mas tudo foi refeito em computador.
"Nosso maior problema, nesse caso, foi o de encaixar a prótese
e fazê-la mover-se em sincronia com o resto do corpo", prossegue
Machado. Por um problema com as vozes dos animais, difíceis de
serem escolhidas, a locução final acabou ficando pronta
depois da computação gráfica. Com isso, os movimentos
labiais tornaram-se mais complicados. "Em geral modelamos em cima
das vozes, tendo melhor referência dos movimentos labiais, mas
dessa vez os modelos é que foram dublados."
Para garantir a qualidade de imagem necessária a todo esse processo,
Mastrocola optou por usar uma câmera Arri 4, com um conjunto de
objetivas Cook. "Essas lentes têm baixo índice de
refração. Foram escolhidas porque a imagem não
podia ter nenhum defeito que inviabilizasse a computação.
É muito difícil conseguir uma lente que dê uma imagem
ampla e toda em foco, mesmo sendo uma grande angular. No caso da Cook,
é possível pegar a amplitude desejada, mas com os animais
em foco e o fundo desfocado - e essa acabou se revelando a melhor opção",
conta o diretor e fotógrafo.
Mastrocola sugeriu que o Furby aparecesse só para os espectadores,
escondido dos rivais no primeiro filme. Já no segundo, o personagem
está dentro do baú onde cachorro e gato discursam. Ao
abrir a tampa do baú, o Furby se mostra, derrubando os dois e
mostrando os produtos que estão lá dentro. "Com essa
idéia, já pudemos sair do filme para o pack shot dentro
do mesmo cenário", conta Adilson Xavier. |
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