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| classe
a |
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Cliente:
Mercedes-Benz
Produto: Classe A
Agência: W/Brasil
Direção de Criação: Washington
Olivetto e Gabriel Zellmeister
Criação: Alexandre Machado, Tetê Pacheco,
Itagiba Lages e Jarbas Agnelli
Filmes: "Fã" e "Sonho"
Produtora: JX Filmes
Direção: Julio Xavier
Fotografia: Walter Carvalho
Pesquisa: Camila Queiroga
Finalizadora: JX Filmes
Produtora da Trilha: YB
Filme: "Desperta Desejo"
Produtora: Conspiração Filmes
Direção: Claudio Torres e Fabio Soares
Fotografia: Cesar Charlone
Montagem: Deo Teixeira
Trilha: YB
Efeitos Especiais: Vetor Zero
Finalização: Vetor Zero |
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| 1968.
Você de Mercedes. |
1975.
Você de Mercedes. |
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| 1983.
Você de Mercedes. |
1989.
Você de Mercedes. |
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| 1999.
Você de Mercedes. |
O
Mercedes brasileiro. |
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| Estrela
guia. |
Referência
ao filme "E.T.". |
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O
ícone de consumo representado pela marca Mercedes-Benz é
explorado das mais variadas maneiras nesta campanha de lançamento
do carro compacto Classe A. Fabricado no Brasil, o carro é encarado
como a possibilidade da realização do sonho de possuir
um Mercedes. A criação desenvolveu quatro roteiros, que
foram entregues a duas produtoras. À JX Filmes, de Júlio
Xavier, couberam os filmes que exploram mais a direção
de atores e à Conspiração os dois que combinam
cenas ao vivo com efeitos especiais.
O primeiro filme a ser lançado foi "Desperta desejo".
Com imagens noturnas, o filme mostra pessoas vendo uma estrela guia,
ou um cometa, que quando passa em frente à lua revela que seu
núcleo é o próprio Classe A. No filme "Sonho",
um homem não acredita que possui um Mercedes e sonha que está
sonhando que tem o carro. Já "Fã" mostra a trajetória
de um garoto que desde pequeno sonha em possuir um carro da marca e
que durante toda a sua vida esteve por perto de veículos Mercedes-Benz,
chegando até a se casar com uma mulher de mesmo nome. Ainda em
fase de pós-produção, o quarto filme mostra o carro
sendo submetido a todo
tipo de provações, demonstrando sua performance.
Em toda a campanha, o elo de ligação é a trilha
sonora, uma das grandes sacadas da criação. Trata-se da
música original do filme "Pinocchio" - When you wish
upon a star -, da Disney, regravada por uma orquestra e interpretada
por Carlos Fernando, do grupo Nouvelle Cuisine. A música já
tinha uma versão para o português, criada juntamente com
a dublagem original do filme, cuja letra fala justamente da estrela
que revela o desejo oculto do boneco que queria ser gente. "Caiu
como uma luva, parece que já estávamos falando da trilha
do filme", afirma uma das criativas, Ana Teresa Pacheco.
ao vivo e com efeitos
Quase todo feito com cenas noturnas e externas, o filme também
precisou de efeitos especiais, o que fez com que fosse dirigido em parceria
por Cláudio Torres e Fábio Soares. A decisão de
realmente filmar à noite, sem utilizar recursos de noite americana
ou finalização, explica Torres, foi tomada em função
da necessidade de se aplicar a estrela, ressaltando a luz em movimento
e com o aval do diretor de fotografia César Charlone.
As cenas foram filmadas basicamente em locações no Rio
de Janeiro, recuperando detalhes de direção de arte que
olhos menos atentos não encontram na paisagem carioca. É
o caso de uma das janelas, onde se debruçam espectadores, entre
outras cenas. "A magia está em cortar para uma cena realista
como essa para uma cena de efeitos especiais como a da estrela sem permitir
que o espectador perceba essa diferença", acredita o diretor.
Para realização efeitos especiais, a equipe contou com
a computação gráfica da Vetor Zero, que construiu
a estrela em 3D e compôs a edição final do filme.
Na produção em finalização, que tem fotografia
de Breno Silveira, o carro é submetido a uma série de
provas, como se os deuses o estivessem testando. A locução
lembra ao telespectador algumas das profecias de Nostradamus enquanto
o carro passa por ciclones, montanhas, tempestades, galhos caindo de
uma árvore e o Classe A sempre escapa por pouco. Como no texto
profético, a salvação está numa estrela!
Assim como no filme anterior, esse também exigiu uma produção
complicada e uma composição detalhista.
atores e pesquisa
Aparentemente simples, o filme "Fã" é uma superprodução
de casting e pesquisa de época. Para recontar a história
do rapaz louco por Mercedes ao longo de toda a sua vida, foram necessários
quatro atores diferentes, vivendo cinco momentos típicos. A assistente
de direção Camila Queiroga conduziu a pesquisa de atores,
que ultrapassou as fronteiras de São Paulo para garantir semelhança
física e talento para atuar. Uma pinta no queixo ajudou a dar
uma unidade ao personagem, assim como os cortes de cabelo melhoraram
a caracterização de cada época.
A pesquisa histórica, que demarcou as épocas do personagem,
foi feita em álbuns de família. Em cada um dos cenários,
detalhes mínimos compõem cada fase. Em conjunto com produção
de objetos e figurino, Camila vasculhou o arquivo da Editora Abril em
busca de referências nas revistas antigas. As próprias
notícias inspiraram a composição das cenas. Os
carros e ônibus foram conseguidos, principalmente, com colecionadores
e os objetos vieram de antiquários.
Todo esse detalhamento, que muitas vezes não chega a ser enquadrado,
foi uma exigência da linguagem adotada. Segundo o diretor Júlio
Xavier, uma primeira idéia foi a de representar o passado em
sépia ou preto e branco, mas essa forma foi considerada um tanto
batida. Por isso, optou-se por uma fotografia comum a todas as épocas,
sem preocupação de um tom realista.
O diretor de fotografia Walter Carvalho explica que optou por uma luz
suave e preferiu não tirar a cor, apesar de deixá-la mais
rebaixada até pela tonalidade das roupas, em cinza médio
e azul claro. A diferença entre as épocas, porém,
foi marcada pelo negativo usado, desde 50 ASA até 800 ASA, o
que provocou granulações diferentes.
Nas cenas atuais, onde aparece o produto, a intenção era
que nada chamasse mais atenção do que o próprio
carro. Para isso, Carvalho usou um negativo 48 convencional, evitando
outros contrastes. |
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