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carta em carta |
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Cliente:
Correios
Produto: Institucional
Agência: Standard, Ogilvy & Matter
Produtora: Cinema Centro
Criação: Camila Franco e Renato Konrath
Direção: Sergio Cuevas
Fotografia: Ricardo Della Rosa
Produção: Ricardo Ferrer e equipe
Telecine: Casablanca
Montagem: Cármine
Trilha: MCR
Finalização: Casablanca |
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| Cristo
sob lentes que permitem ângulos de 180o. |
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A
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos decidiu investir
em um filme esteticamente diferente. "Estávamos buscando
uma forma de propaganda institucional e consideramos que os 500 anos
do descobrimento do Brasil seria um bom gancho", comenta Renato
Konrath, um dos criadores do filme. Responsável pela locução,
Antônio Abujamra fala trechos da carta de Pero Vaz de Caminha
que contam o que os portugueses viram ao chegar aqui, enquanto são
mostradas imagens que desmentem o conteúdo da fala.
Aliando a idéia da carta - primeira forma de comunicação
entre a matriz e sua colônia - e os próprios progressos
que vêm sendo implantados na empresa, foi criado um filme marcante.
O que mais chama a atenção dos espectadores são
as belíssimas imagens litorâneas, vistas aéreas
filmadas com lentes que permitem obter ângulos de 180o. Com isso,
as imagens são completamente redondas, remetendo à circunferência
da Terra e à visão que os navegadores tinham a partir
do mar.
O locutor vai falando de tudo o que não se vê no Brasil,
do primitivismo do povo à falta de recursos minerais e naturais
explicitamente exploráveis, enquanto as imagens mostram o crescimento
do País, com cenas de hidrelétricas, mineração,
exploração de petróleo, cidades movimentadas, além
de belezas naturais. As imagens foram distorcidas pelas lentes na filmagem
e as cores trabalhadas na revelação e no telecine. Na
pós-produção, as cores foram apenas equalizadas.
Mais difícil do que a própria filmagem, a pesquisa demandou
um mês, com muitas viagens pelo País. "Queríamos
resgatar o lado não folclórico, sem os chavões
de praia e carnaval. Conseguimos imagens inusitadas do Cristo Redentor,
que até emocionaram o fotógrafo", diz o diretor Sergio
Cuevas, chileno de nascimento e brasileiro de coração.
Algumas poucas imagens eram de stock shot, nas cenas de mineração.
E essa necessidade surgiu, justamente, pelo excesso de chuvas nos meses
de fevereiro e março, que também dificultaram as demais
filmagens. A equipe percorreu vários estados, em todas as regiões,
num total de 12 dias de filmagem, fora os dez dias parados por causa
da chuva.
As cenas aéreas foram captadas em câmeras instaladas em
helicópteros ou avião. Nas vistas arredondadas de uma
plantação foi preciso ganhar distância, em avião,
para conseguir a imagem completa. Na cena do Cristo, por sua vez, o
helicóptero estava a menos de um metro da cabeça da estátua.
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