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| idéia
mais técnica |
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Cliente:
Banco Bozzano Simonsen
Produto: Institucional
Agência: D+
Criação: Silvio Mattos
Produtora: Jodaf
Direção: João Daniel Tikhomiroff
Fotografia: Larry
Montagem: Zeca
Trilha: Sax So Funny
Finalização: Casablanca |
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| Árvore
fake entre animais de verdade. |
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Não
basta um megaorçamento para se realizar um filme publicitário
perfeito, assim como não basta ter tecnologia de ponta para produzir
uma idéia. Essa é justamente uma das questões impostas
pela chegada da tecnologia digital ao cinema, já que muitas vezes
as idéias da criação parecem ter sido feitas em
função deste ou daquele equipamento. Quando a idéia
é boa e há uma verba generosa, podem ser acionados os
recursos necessários para a boa execução do filme,
sejam eles técnicos, mecânicos, eletrônicos ou profissionais.
Todos esses fatores colaboraram para a produção do filme
"Búfalos", criado por Silvio Mattos (hoje na Fischer
América) para a D+. Com uma verba de US$ 800 mil, o filme mostra
uma manada de búfalos em disparada sobre uma planície,
enquanto letreiros se referem ao banco e à solidez que representa
para seus clientes. Cenas em close e aéreas dos búfalos
correndo vão passando, até que surge uma árvore
frondosa no meio do caminho. A manada se divide e desvia da árvore.
A câmera, então, vem do alto e mostra que, ao pé
da árvore, que representa a solidez do banco, está brincando
um bebê - o desprotegido cliente ao sabor das oscilações
do mercado.
A disposição do cliente em realizar uma idéia inteligente,
mas de execução complicada, permitiu que fossem usados
recursos de superprodução. Para começar, não
existem búfalos em tanta quantidade no Brasil, nem na América
Latina. Por isso, o produtor executivo Sérgio Tikhomiroff viajou
durante um mês, para locais como Austrália, Canadá,
África e Estados Unidos a fim de encontrar um grupo de pelo menos
dois mil animais.
O local escolhido foi uma fazenda no estado de Dakota do Sul, nos Estados
Unidos, próxima à cidade de Rapid City, uma sobrevivente
do Velho Oeste. No mesmo local foram feitas as cenas de búfalos
do filme "Dança com lobos", de Kevin Costner. Por isso,
os próprios empregados e donos da fazenda já conheciam
as dificuldades de uma filmagem e, principalmente, puderam colaborar
com informações preciosas sobre os hábitos dos
animais. Cerca de 2,8 mil búfalos foram usados, divididos em
grupos de 300 ou 400. Apesar de a pradaria ser perfeita para a idéia,
não havia nenhuma árvore isolada e, para construi-la,
foi necessário contratar duas diferentes empresas, uma para fazer
o tronco e a outra para construir a copa.
O processo de filmagem exigiu o uso de oito câmeras de diferentes
tipos. Entre elas, uma Photosonic, com oito grifas e velocidade de 360
quadros por segundo. Também foram usadas cinco Arriflex 435 com
velocidade de 150 quadros e duas minicâmeras, enterradas para
filmar de baixo para cima em duas ocasiões. O diretor João
Daniel explica que, ao encontrar um obstáculo em seu caminho,
os búfalos costumam desviar. Entretanto, se o obstáculo
é natural, como uma moita, eles pulam. Sabendo disso, a produção
construiu uma caixa forte no meio do pasto, coberta de vegetação.
A caixa tinha capacidade de suportar mais de uma tonelada de peso e,
por uma pequena janela, o câmera filmou a passagem dos animais.
Em outra cena, onde os búfalos arrebentam uma cerca, as câmeras
também estavam posicionadas em buracos no chão, cobertos
por grossos cristais.
Quanto aos movimentos de câmera, também foram usados todos
os recursos disponíveis, como grua, travelling, carrinho e até
um helicóptero. O negativo utilizado era realmente preto e branco,
da marca Ilford, que produz bastante contraste. À exceção
de pequenos retoques no telecine, a película original praticamente
não sofreu alterações. A única interferência
da pós-produção foi na aplicação
do bebê em uma das cenas finais. No geral, porém, o bebê
foi filmado ao vivo, inclusive na cena onde os búfalos aparecem
passando ao lado. "Foram poucos búfalos e o bebê estava
completamente protegido, mas temos a idéia de uma grande quantidade
de animais e conseguimos dar total realismo à cena", explica
o diretor de criação Silvio Mattos.
Tanto a revelação quanto a telecinagem foram feitas nos
Estados Unidos, para garantir que tudo havia saído como planejado.
A edição final e a sonorização foram feitas
na Casablanca. Ao todo, o filme consumiu três meses de trabalho.
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