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| fama efêmera |
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Cliente:
Lojas Americanas
Agência: Talent Biz
Direção de criação: Roberto Lautert
Produto: Ofertas
Produtora: Academia de Filmes
Supervisão do projeto: Tadeu Jungle
Direção: Elaine Cesar
Concepção de fotografia: Joel Lopes
Câmera: Osmar Lorenzzi
Cenografia: Thaís Leite
Trilha: Juke Box |
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| 30 segundos de fama. |
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A campanha "Gente como a gente", no
ar desde outubro, manteve-se neste início de ano e tem tudo para se tornar um case na
publicidade. A grande atração dos comerciais é o casting. As pessoas são escolhidas
nas próprias Lojas Americanas ou na rua, mas com a condição de que se assumam
consumidores. O resultado final é fruto de uma parceria entre agência e produtora, que
lapidaram juntas o formato. Os filmes são compostos de uma cabeça e um encerramento
pré-filmados em película, recheados com imagens em vídeo digital das ofertas, captadas
semanalmente no estúdio.
Para cada comercial, são escolhidas três pessoas e todas são avisadas de que podem não
ser as escolhidas na edição final que vai para o ar. A produtora marca os horários para
os "atores", que costumam dar uma caprichada no visual em casa. Lá, são
maquiados e recebem instruções sobre o preço e as características do produto, sem
texto fixo. Na frente das câmeras, soltam a língua, criam seus próprios textos e
inventam caretas e slogans. Na apresentação de cada novo garoto propaganda, um locutor
fala gags criadas pelo roteirista Maurício Arruda. Os cenários sofrem pequenas
alterações a cada série de filmes. No fundo, o logotipo estourado, do qual se destacam
apenas duas ou três letras que vão mudando. Além dos produtos, alguns outros detalhes
devem ser adaptados, para evitar a monotonia e fazer o estúdio parecer um depósito.
A parte feita em vídeo obedece uma concepção única de linguagem, seguida a cada nova
edição. A diretora Elaine Cesar explica que o obturador da câmera é regulado em
velocidade diferente, para causar um leve rastro atrás do movimento dos personagens. Para
dar uma graça extra às montagens, a câmera fica ligada meio indiscretamente, pegando
cenas inusitadas, questionamentos dos atores quanto ao seu próprio desempenho, gestos
exagerados, que são inseridos no meio das imagens posadas.
Segundo o diretor de criação Roberto Lautert, o esquema de produção foi montado para
dar agilidade aos filmes, já que as ofertas são criadas de um dia para o outro. A idéia
de usar os consumidores, porém, veio da própria experiência da agência em escolher
atores para outros comerciais (onde se viam filas de interessados) e com toda a
repercussão gerada nacionalmente pelos concursos que escolheram novas musas rebolantes
para o conjunto É o Tchan. "Parece que hoje todo mundo só pensa em aparecer na
televisão." |
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