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comunicado oficial
  Cliente: Microsoft
Agência: Z+G Grey
Criação: Marcelo Prista, Ulisses Agnelli, Ana Ribeiro e Alexandre Scaff
Produtora: Espiral Filmes
Direção: Roberto Laguna
Fotografia: Roberto Laguna
Montagem: Roberto Laguna
Trilha: Tempo 3
Pós-Produção: Tape House
 
Simulação da Esplanada
dos Ministérios...
... para vender produtos
de informática.
 
Para anunciar a promoção de parcelamento de todos os seus produtos, a Microsoft optou por um varejo diferenciado. A partir das caixas das embalagens dos próprios softwares, a produção simulou a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, dando um tom de comunicado oficial ao filme. Tudo começa com a imagem dos prédios sob um céu amarelado, enquanto um locutor e letterings transmitem uma mensagem que remete aos eternos "pacotes econômicos". O termo tem duplo sentido, já que procura relacionar os comunicados oficiais do governo (tão comuns hoje em dia) com a oferta da empresa. Dita a mensagem, acendem-se as luzes e as caixas aparecem, exatamente, como podem ser encontradas nas lojas do ramo. O locutor continua explicando a promoção e, ao mesmo tempo, as caixas vão se movimentando e ganhando velocidade. Simultaneamente, aparecem braços de supostos consumidores que vão retirando as caixas do lugar.

Todas as imagens são vistas a partir do mesmo ângulo. As caixas foram filmadas na mesma posição, em fundo de recorte, apenas com variação de luz. Por isso, a transformação é bastante natural. O céu foi aplicado no fundo. O diretor Roberto Laguna explica que a posição foi determinada por uma ampla pesquisa em fotografias de Brasília, novas e antigas, que revelaram esse ângulo bastante comum da Esplanada dos Ministérios e que remete imediatamente ao local, fazendo uma associação direta com o governo. "A pesquisa revelou que este ângulo se repete em fotos nos diversos períodos da história atual do País, por isso fizemos uma reprodução fiel com as embalagens", conta Laguna.

As caixas estavam apoiadas sob um travelling de seis metros de comprimento, multiplicado e acelerado na pós-produção para alcançar o ritmo desejado. Como o travelling seria duplicado e a velocidade pretendida era bastante rápida, não seria possível utilizar uma série muito pequena de produtos. Por isso, foram colocadas caixas dos tipos mais variados de softwares, CD-ROMs e até mouse, a fim de evitar que as séries ficassem muito repetitivas.

Três mãos tiravam as caixas de cena e jogavam para duas pessoas de apoio. Segundo o diretor Roberto Laguna, essa coordenação entre a velocidade do travelling e a retirada das caixas foi bastante complicada e exigiu muito treino. Isso porque o diretor queria que as caixas saíssem sempre do mesmo ponto no quadro.

O céu foi extraído de banco de imagens e trabalhado em pós-produção, onde se acrescentaram layers de nuvens. Também na finalização foi feita a aceleração das imagens, já que, para garantir um recorte perfeito, o diretor optou por filmar em velocidade normal. Por fim, a composição incluiu as imagens celestes.

O diretor de criação Marcelo Prista explica que a idéia era a de dar uma nova linguagem ao varejo tradicional procurando resolver todo o filme em um mesmo plano, sem cortes. "Buscamos um estilo elegante, sem muitos letterings, fazendo apenas uma chamada no início para dar o tom da brincadeira de relacionar a promoção a um comunicado do governo. Mas fora disso tudo é feito de forma bastante inusitada", explica.