| A cerveja preta Caracu, hoje pertencente à
Brahma, tem um touro em seu rótulo, alusão à raça
bovina de mesmo nome. Foi a partir dessa referência que
a agência decidiu desenvolver um personagem que
acompanhe o produto, renovando a marca e criando empatia
com novos consumidores, depois de quase dez anos de
afastamento da mídia. Em dois filmes já realizados, a
agência apresenta o touro, feito em desenho animado, e
depois o coloca no balcão do bar, ao lado de um ator. No primeiro filme,
o touro sai do rótulo para sugerir que um homem
experimente a cerveja e, com seu vozeirão, causa o maior
problema ao exclamar: "É muuuito boa!". O
touro se refere ao produto, mas no mesmo instante entra a
namorada do grandalhão ao lado. No segundo filme, o
touro entra no bar e pede uma Caracu, dizendo que só vai
tomar uma. O freguês, atônito, pergunta ao barman se
aquilo é verdade. Do outro lado do balcão, o barman
responde que não, pois o touro sempre acaba tomando mais
de uma.A imagem da Caracu sempre foi associada à força.
A tradição popular, explica o publicitário Paulo
Almeida, descobriu na cerveja um fortificante e essa
imagem a acompanha. Daí a idéia de manter o touro e
transformá-lo em um companheiro de bar, que deve ser
mantido em futuras campanhas.
O maior
desafio do filme foi proposto à animação, que
transformou a idéia do touro em um modelo 3D. A
criação de luzes e sombras sobre um "personagem
totalmente negro dificulta o trabalho do animador",
afirma Luiz Briquet. Por isso, o touro acabou assumindo
uma tonalidade mais azulada, e recebeu cerca de oito
layers de sombras em cinza e preto.
Todas as
etapas foram desenvolvidas conjuntamente entre os dois
diretores. Segundo Andrés Bukowinski, a interação é
necessária para dar leveza às imagens ao vivo, a fim de
que encaixem perfeitamente no desenho.
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