| A indústria de baralhos Copag também está
estreando na televisão este ano, às vésperas de
comemorar seu 90º aniversário. A empresa produziu um
comercial há dois anos, para veiculação exclusiva nos
cinemas, mas a iniciativa ficou por aí. Foi então que a
atual agência ganhou a conta e criou uma série de
materiais impressos até chegar ao filme publicitário. Segundo a gerente
de marketing da empresa, Maria do Carmo Júlio, a Copag
nunca se preocupou em dirigir-se ao seu público. A
empresa é a maior fabricante de cartas para jogar de
toda a América Latina e 5ª do mundo, exportando para
cassinos da América Central e começando a entrar, até,
em Las Vegas. Mas sempre que qualquer detalhe era
alterado na embalagem ou nas cartas, choviam telefonemas
ao serviço de atendimento ao consumidor perguntando se o
produto era falsificado. Por isso, desde que assumiu a
gerência de marketing, Maria do Carmo vem desenvolvendo
um trabalho de esclarecimento aos revendedores. Dentro
desse processo, a empresa quer atingir agora o consumidor
final, até então um verdadeiro desconhecido que compra
o produto em todas as partes do país. A motivação de
toda essa ação foi simples: a mudança, depois de
longos anos, da embalagem.
A
estratégia adotada pelo publicitário Roberto Lorenzetti
foi a de colocar o baralho em um contexto de diversão e
mágica. Para evitar qualquer alusão a cassino ou jogo
proibido, o filme se concentra nas mãos de um mágico,
que manipula as cartas com habilidade e demonstra as
jogadas mais características de diversos jogos. O que
dá um ar alegre ao filme, mostrando que as cartas são
um passatempo para qualquer lugar ou idade, é a trilha
em ritmo caribenho e risos de pessoas.
A trilha
sonora foi criada com a orientação de que não pudesse
ser mais familiar a nenhuma faixa etária. O ritmo é
festivo, com ruídos de copos e risos, mas ninguém pode
afirmar que não vem de uma festa com pessoas de qualquer
idade.
Na
filmagem, o fotógrafo Aníbal Fontoura usou um jogo novo
de lentes macro acopladas a uma câmera Arriflex 435. A
maioria das cenas foi feita com o movimento invertido, a
fim de manter em foco a apresentação final. O diretor
Odir Grecco, que também é diretor de arte, usou um pano
verde de fundo, com alusão às mesas de jogo, mas sempre
concentrando-se no ilusionismo do mágico, que é
profissional.
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