| Um aparato de documentário foi montado para
a realização do clip futebolístico do Skank, o que
envolveu a cobertura do clássico Cruzeiro x Atlético
Mineiro, em Belo Horizonte. Quatro equipes se dividiram
para captar as imagens: duas saíram pela manhã com as
torcidas, uma cobriu as imediações do estádio e a
chegada dos torcedores e outra ficou no gramado. Na hora
do jogo, as equipes que chegaram com os torcedores se
posicionaram na arquibancada, enquanto a equipe de fora
entrou no estádio. Antes do jogo real, foi armada uma
preliminar com Skank e convidados como Jorge Benjor,
Evandro Mesquita e jogadores como Reinaldo e Éder. Os
times estavam devidamente paramentados, com uniformes
especiais cedidos pela Umbro, que patrocina o Skank em
competições do tipo. As imagens, no final, foram
intercaladas com as do clássico, além de imagens das
torcidas, com os membros do grupo no meio (são dois
cruzeirenses e dois atleticanos). Segundo o diretor
Roberto Berliner, desde o princípio o clip foi concebido
para ter a cara de um documentário. Logo no início, a
voz de João Saldanha faz um comentário, enquanto o
próprio zelador do estádio abre os portões.A idéia,
explica Berliner, era de fazer uma fotografia despojada e
evitar os recursos da pós-produção. É por isso que,
apesar de um extenso planejamento e de um roteiro com
várias indicações das cenas pretendidas, o resultado
final dependeu, unicamente, dos acontecimentos. As cenas
no meio das torcidas, por exemplo, impossibilitaram
qualquer tipo de direção. "Tínhamos um aparato de
som, mas era impossível falar com as pessoas. Apesar da
torcida mineira ser bem mais calma do que a do Rio ou
São Paulo, mal conseguíamos nos falar", conta.
Uma das
grandes preocupações foi, obviamente, a captação e
edição de som. Dudu Marote, da finalizadora de áudio
Dr. DD, também é arranjador da banda, o que ajudou a
garantir a qualidade final, imprescindível num clip.
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