| Ex-funcionário da emissora, o diretor da
Intervalo, Mário Barreto, realizou a idéia de Hans
Donner em equipamentos de computação gráfica 3D. A
abertura consiste em focalizar um personagem do
humorista, a partir do qual a câmera se afasta e mostra
que o retrato faz parte de um conjunto de outros
retratos, que formam a silhueta de um novo personagem,
repetindo-se o processo por mais alguns personagens até
chegar à vinheta com o nome do programa. Segundo Barreto, a
emissora forneceu imagens de 93 personagens, todas elas
de arquivo e algumas até em uma polegada. A imagem
final, com todos os quadrinhos, cada um com um
personagem, é composta de 448 quadrinhos.
"Preferimos trabalhar em 3D, por isso criamos um
modelo tridimensional que era preenchido pelas imagens
dos personagens. Poderíamos distribuir as 93 caras
diferentes pelos quadrinhos manualmente, mas seria muito
mais complicado de texturizar e padronizar, além de
corrermos o risco de repetir um mais do que outro",
explica Barreto.
Para
resolver a questão, a produtora desenvolveu um software
de apoio, capaz de distribuir randomicamente as imagens
sobre o espaço do modelo 3D. O material todo foi
processado no software 3D Max e as composições finais
foram feitas em Flint.
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