| O badalado seriado, filmado em 35 mm, teve
uma vinheta de abertura totalmente criada fora dos
domínios da emissora. A produtora escolhida foi a GTEC,
que tem uma história de relação com a Globo. Nelson
Gomes, proprietário da produtora, trabalhou durante 15
anos na Globotec e foi responsável pela coordenação do
trabalho. Segundo Gomes, o diretor do programa - Daniel
Filho - entrou em contato com a produtora e mostrou o
primeiro capítulo, onde a trama é apresentada. A partir
dessa reunião, Gomes formou um grupo de criadores que
fizeram duas idéias de abertura, das quais uma foi
aprovada e realizada. A abertura foi dividida em três
fases. Na primeira, apresenta-se mãe (Malu Mader) e
filho, cujo desaparecimento deu origem à trama. Em
seguida, mostra-se o ritual de iniciação da mãe, que
se transforma na personagem título. Na última fase,
está a ação, momento em que a personagem já combate o
crime.
O material
que serviu de base para a produção consistiu de cenas
filmadas em estúdio e cenas do próprio seriado.
Trabalhadas no Flame do Estúdio Abertura, que tem um
acordo de cooperação com a GTEC, as imagens sofreram
alteração quase total na pós-produção. Gerald
Kholer, editor do Abertura, explica que foram gastas
cerca de 30 horas no processo. Basicamente, as imagens
passaram por alterações de cor e textura no Flame, com
fusões e composições no mesmo quadro.
Na
passagem da segunda para a terceira etapa, a personagem
dispara o revólver e a câmera segue o roteiro da bala,
que vai cruzando diversas cenas. "Não poderíamos
ter feito de outra maneira que não fosse a computação
gráfica. Seria necessária uma câmera muito especial
para mostrar a trajetória da bala", explica Gerald.
Desta forma, construiu-se um rastro que passa pelas
imagens, que vão se alterando no fundo. Seguindo a linha
que mostra a violência em seqüências rápidas no
próprio seriado, a abertura resumiu o mote da história
e apresentou uma nova linguagem.
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