| Todo início de ano, a Escola Panamericana
de Arte (EPA) surpreende com um comercial novo, sempre
criativo e inovador nas técnicas de execução. Não
poderia se esperar nada diferente de uma escola que se
propõe a ensinar arte e criatividade aos alunos. No
filme deste ano, a criação acrescentou um elemento à
história: a contraposição entre o aluno tradicional da
faculdade e o aluno da EPA. A criação partiu,
então, para o desenvolvimento da idéia de uma fábrica
de diplomas, alusão à faculdade que despeja anualmente
dezenas de profissionais no mercado. "Tínhamos uma
verba pequena e milhões de jeitos de idealizar uma linha
de montagem. Continuamos a criação com o diretor,
trabalhando em cima das possibilidades", afirma
Alessandra Pereira, que assinou a criação com Claudio
Dratwa.
O aspecto
da linha de produção, que não poderia ser moderna,
ajudou a desenvolver o cenário. "O visual de
fábrica abandonada obtido pela direção de arte foi
conseguido também pela própria feiúra das traquitanas,
que não exigiram muita perfeição em sua
construção", explica o diretor, Vitor Mafra.
Basicamente, o filme consiste em mostrar um aluno se
formando em uma linha de montagem. Sentado estaticamente,
ele é vestido e tem um chapéu atarrachado em sua
cabeça ao longo das etapas da fábrica.
Em
função da pouca verba, era impossível construir
várias linhas de produção na fábrica, com vários
figurantes. Ao todo, foram dez pessoas e uma só série.
Cada traquitana por onde passa o aluno foi construída
separadamente e filmada em stop motion. A seqüência foi
organizada na edição, fazendo-se a animação das
traquitanas. "Gastaríamos milhões para fazer
funcionar tudo ao mesmo tempo", afirma o diretor.
Para
ampliar a linha de produção, entrou no trabalho a
pós-produção. No Flame do Abertura, a linha
inicialmente filmada foi multiplicada, com elementos
adicionais de cenário para dar maior realismo. Alguns
movimentos de câmera também foram feitos na
finalização. As traquitanas foram filmadas em fundo
azul e recortadas na edição. Uma das seqüências é
uma pan aérea por toda a linha de montagem, ou seja,
pelo próprio cenário virtual. "Nesta cena usamos
ao todo 40 layers sobrepostos", afirma Gerald
Kohler, responsável pelo trabalho no Flame.
O cenário
também foi padronizado, em suas diversas partes, com uma
mão de pintura do Flame, onde se acrescentaram colunas e
comportas entre as várias fases. No final, quando o
personagem percebe e chuta o chapéu de formatura, novas
correções do Flame.
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