| Meses de produção e suspense antecederam o
lançamento da nova roupagem do canal GNT, da GloboSat.
Os criadores foram requisitados há mais de seis meses,
quando começaram a definir a nova identidade visual do
canal. "Como todo canal de pay TV, o GNT também
enfrentava o problema do zapping, estava perdido no meio
de tantos outros", explica Ucho Carvalho. A partir
desta constatação, o Estúdio foi chamado a responder a
duas perguntas: 1 - onde estou?, respondida pela
padronização visual e 2 - para onde vou?, referente à
organização da informação e à sinalização da
programação. A reflexão gerou a constatação de que,
como canal de informação, o GNT tinha uma programação
globalizada. A idéia de quantidade de informação
uniu-se à de velocidade e surgiu então o conceito:
"tudo que é moderno desmancha no ar". Essa foi
a idéia que passou a permear o trabalho.
O ambiente
ideal para instalar modernidade, velocidade e
informação foi a própria cidade, que é uma grande
fonte de informações visuais, explica Ucho. Definidas
as idéias, foi a vez de colocar a câmera no ombro e
partir para a captação de cartazes, pessoas, outdoors,
neons, enfim, uma série de subsídios para as vinhetas,
chamadas e serviços. O material, originalmente em 35 mm,
passou por uma série de processos.
Entrou em
cena, então, o artista da computação gráfica
Sebastien, de origem francesa, que passou 15 dias em
frente ao EditBox da RBS extraindo das imagens da cidade
cores e texturas inusitadas. As imagens são turbilhões
e foram compostas em múltiplos layers. No caso do
serviço de Saúde, chegaram a 50 as imagens sobrepostas.
"Queríamos que tudo tivesse um estilo marcante e
fosse padronizado, em termos de cores e ritmo. Por isso
optamos pela vinda do Sebastien, que conseguiu passar
esse conceito para o trabalho", explica Ucho.
Sebastien
compôs as imagens filmadas da cidade com os logotipos da
emissora, que foram filmados a partir de moldes nos mais
variados materiais, como gesso e gelo, por exemplo.
Dominado o conceito que estava por trás, o editor ficou
livre para criar suas composições, unindo imagens fixas
com imagens em movimento frame a frame. "O EditBox
é um equipamento básico, capaz de realizar
composições desse porte, mesmo sem conseguir remontar
vários layers ao mesmo tempo", analisa o editor,
que participou da equipe responsável pelo filme
"Ladrões de Sonho", finalizado pela empresa
onde trabalha, a Duboi.
Uma vez
processadas as imagens, foi a vez de conceber a trilha,
que também extraiu da cidade a diversidade sonora.
"O maestro Hilton Raw trouxe para a trilha elementos
étnicos, do rap ao samba, mostrando tudo que a cidade
pode oferecer", conta Ucho. O trabalho resultou em
18 "plim-plins", ou seja, vinhetas que separam
os programas, seis serviços e muitas chamadas, com uma
base de um pulsar e letreiros variáveis.
O Estúdio
Nós espera agora a volta de Sebastien para uma segunda
etapa do trabalho, fruto do sucesso da primeira. Agora
serão remodeladas as aberturas para os programas fixos
da emissora, como Manhattan Connection, GNT Especial,
entre outros, seguindo o conceito já estabelecido na
roupagem atual.
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