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tietagem
  Star: Nastassja Kinski
Cliente: Davene
Agencia: Zen Comunicações
Produtora: Salatini Filmes
Direção: Beto Salatini
Fotografia: Stephen van Bjorg
Montagem: Banda Sonora
Trilha: Glenn Martin
Finalização: Glenn Martin
 
 
 
  Star: Cindy Crawford
Cliente: Azaléa
Agencia: DCS
Produtora: Zero Filmes
Direção: Sérgio Amon
Fotografia: Sérgio Amon
Produção: Kati Haberstock
Dir. Arte / Cenografia: Paula Good
Montagem: Thamis
Trilha: Play it Again
Finalização: Casablanca
 
 
 
  Star: Claudia Schiffer
Cliente: Grendene
Agencia: Talent
Produtora: Zohar
Direção: Michael Schapiro
Fotografia: Neil Schapiro
Figurino: Marcelo Sommer
Dir. Arte: Ucho Carvalho
Trilha: Dr. DD
Finalização: RBS
 
 
Uma onda de superstars internacionais está levando sua imagem a produtos brasileiros. A primeira foi Cindy Crawford, que estrelou o filme dos calçados Azaléa. Depois vieram Nastassja Kinski, para a Davene, e Claudia Schiffer, no lançamento da nova coleção de Grendene. As condições foram diferentes para cada diretor, mas o glamour e o clima de megaprodução foram os mesmos.

Sérgio Amon, da Zero Filmes, foi o primeiro a ir a Los Angeles e montar o cenário futurista para que Cindy Crawford exibisse o sapato da Azaléa. Segundo Amon, trata-se nada mais nada menos do que a mulher mais bonita do mundo.

Tietagem à parte, é realmente o profissionalismo a característica que mais impressionou os diretores. Em todos os casos, a exigência maior foi em relação ao horário e todas as equipes fizeram questão de cumprir à risca o que havia sido determinado. Apenas um dia - de oito horas - teve de ser suficiente para o cronograma das filmagens e todos conseguiram cumprir.

Tanto para filmar Nastassja Kinski, como Cindy Crawford, a equipe foi montada em Los Angeles e os diretores brasileiros foram para lá. Amon já possui uma estrutura nos Estados Unidos o que, segundo ele, facilitou as coisas. "A própria Cindy quis ver meu repertório e seu agente trocou informações com o agente de Carl Malone, com que faço os filmes de Olimpikus", explica. "Nestes casos, é a atriz que precisa aprovar o diretor." No caso de Beto Salatini, os contatos existiam por conta de sua formação em cinema, feita nos Estados Unidos.

A Zohar, por sua vez, teve de encarar um outro tipo de experiência, com a vinda de La Schiffer para o Brasil. Além dos próprios seguranças da modelo, contratados diretamente pelo cliente, que fez as negociações com seu agente, a produtora também contratou outros seis homens. "Temos de manter tudo em um clima de relaxamento, não podemos correr o risco de ver uma vidraça quebrada por um tiete", explica Teresa de Carvalho, produtora do filme. Como a Zohar é uma produtora de produtores, a opção foi pela vinda de um diretor de fora, também por sugestão da agência, que preferia dar um clima diferente ao filme.Em função do curto espaço de tempo, duas dublês foram usadas para cenas em que a modelo não aparecia de corpo inteiro. "Foi uma injustiça o que a imprensa fez, dizendo que tivemos de substituir os pés de Claudia Schiffer", afirma Teresa. Segundo a produtora, em várias cenas são os próprios pés de Claudia que aparecem, mas foram substituídos em cenas em que ela não precisava aparecer. Além dos pés, costas e cintura em close também são de dublês, que serviram ainda para a árdua tarefa de esperar o acerto da iluminação, evitando retoques na maquiagem das estrelas.

"Para que usar essas supermodelos em cenas onde não se pode reconhecê-las?", pergunta Amon. Com um tempo tão escasso e um custo tão alto, no filme de Azaléa os closes dos pés também foram feitos com dublês. Com uma produção mais simples, que incluía apenas a atriz, Beto Salatini preocupou-se apenas com a melhor maneira de mostrar Nastassja. Para fazer o comercial, estudou diversos filmes com "celebrities" e concluiu que, em muitos casos, a produção é tão "over" que mal se reconhece o contratado. Por isso, Beto resolveu que deveria deixar a atriz o mais à vontade possível, mantendo um clima de calma durante as filmagens, e despojando-a ao máximo de qualquer artifício. "Se o cliente quer determinada estrela em seu filme, é porque quer que seja identificada com seu produto. Por isso, a celebridade precisa ser facilmente reconhecida", esclarece. Em close, não é difícil reconhecer a atriz, que está meiga e simpática no filme. Beto conta que ela fez questão de ensaiar muitas vezes o nome do produto e fazia questão da perfeição. "Nós não estávamos ligando muito, mas como ela fala italiano, espanhol, francês, alemão e inglês, ficou insistindo na pronúncia."