| Uma onda de
superstars internacionais
está levando sua imagem
a produtos brasileiros. A
primeira foi Cindy
Crawford, que estrelou o
filme dos calçados
Azaléa. Depois vieram
Nastassja Kinski, para a
Davene, e Claudia
Schiffer, no lançamento
da nova coleção de
Grendene. As condições
foram diferentes para
cada diretor, mas o
glamour e o clima de
megaprodução foram os
mesmos. Sérgio
Amon, da Zero Filmes, foi
o primeiro a ir a Los
Angeles e montar o
cenário futurista para
que Cindy Crawford
exibisse o sapato da
Azaléa. Segundo Amon,
trata-se nada mais nada
menos do que a mulher
mais bonita do mundo.
Tietagem
à parte, é realmente o
profissionalismo a
característica que mais
impressionou os
diretores. Em todos os
casos, a exigência maior
foi em relação ao
horário e todas as
equipes fizeram questão
de cumprir à risca o que
havia sido determinado.
Apenas um dia - de oito
horas - teve de ser
suficiente para o
cronograma das filmagens
e todos conseguiram
cumprir.
Tanto
para filmar Nastassja
Kinski, como Cindy
Crawford, a equipe foi
montada em Los Angeles e
os diretores brasileiros
foram para lá. Amon já
possui uma estrutura nos
Estados Unidos o que,
segundo ele, facilitou as
coisas. "A própria
Cindy quis ver meu
repertório e seu agente
trocou informações com
o agente de Carl Malone,
com que faço os filmes
de Olimpikus",
explica. "Nestes
casos, é a atriz que
precisa aprovar o
diretor." No caso de
Beto Salatini, os
contatos existiam por
conta de sua formação
em cinema, feita nos
Estados Unidos.
A
Zohar, por sua vez, teve
de encarar um outro tipo
de experiência, com a
vinda de La Schiffer para
o Brasil. Além dos
próprios seguranças da
modelo, contratados
diretamente pelo cliente,
que fez as negociações
com seu agente, a
produtora também
contratou outros seis
homens. "Temos de
manter tudo em um clima
de relaxamento, não
podemos correr o risco de
ver uma vidraça quebrada
por um tiete",
explica Teresa de
Carvalho, produtora do
filme. Como a Zohar é
uma produtora de
produtores, a opção foi
pela vinda de um diretor
de fora, também por
sugestão da agência,
que preferia dar um clima
diferente ao filme.Em
função do curto espaço
de tempo, duas dublês
foram usadas para cenas
em que a modelo não
aparecia de corpo
inteiro. "Foi uma
injustiça o que a
imprensa fez, dizendo que
tivemos de substituir os
pés de Claudia
Schiffer", afirma
Teresa. Segundo a
produtora, em várias
cenas são os próprios
pés de Claudia que
aparecem, mas foram
substituídos em cenas em
que ela não precisava
aparecer. Além dos pés,
costas e cintura em close
também são de dublês,
que serviram ainda para a
árdua tarefa de esperar
o acerto da iluminação,
evitando retoques na
maquiagem das estrelas.
"Para
que usar essas
supermodelos em cenas
onde não se pode
reconhecê-las?",
pergunta Amon. Com um
tempo tão escasso e um
custo tão alto, no filme
de Azaléa os closes dos
pés também foram feitos
com dublês. Com uma
produção mais simples,
que incluía apenas a
atriz, Beto Salatini
preocupou-se apenas com a
melhor maneira de mostrar
Nastassja. Para fazer o
comercial, estudou
diversos filmes com
"celebrities" e
concluiu que, em muitos
casos, a produção é
tão "over" que
mal se reconhece o
contratado. Por isso,
Beto resolveu que deveria
deixar a atriz o mais à
vontade possível,
mantendo um clima de
calma durante as
filmagens, e despojando-a
ao máximo de qualquer
artifício. "Se o
cliente quer determinada
estrela em seu filme, é
porque quer que seja
identificada com seu
produto. Por isso, a
celebridade precisa ser
facilmente
reconhecida",
esclarece. Em close, não
é difícil reconhecer a
atriz, que está meiga e
simpática no filme. Beto
conta que ela fez
questão de ensaiar
muitas vezes o nome do
produto e fazia questão
da perfeição.
"Nós não
estávamos ligando muito,
mas como ela fala
italiano, espanhol,
francês, alemão e
inglês, ficou insistindo
na pronúncia."
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