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emoção
  Agência: McCann Erickson
Cliente: AACD
Criação: Luiz Nogueira e Bob Gebara
Produtora: Produtora Associados
Direção: Oswaldo Zanetti
Fotografia: Raul Pedreira
Montagem: Oswaldo Zanetti
Trilha: Eccho's
Finalizadoras: Finish House/RBS/Casablanca
 
"Não foi fácil". Esta é a segunda vez que Oswaldo Zanetti faz a campanha publicitária da Associação de Amparo à Criança Deficiente (AACD), mas a emoção nunca tinha sido tão forte. No ano passado, o filme foi feito em estúdio, com bonequinhos. Este ano, a agência sugeriu que a equipe trabalhasse em contato direto com as crianças, da mesma forma que a apresentadora do filme, a atriz Marisa Orth. As imagens fortes emocionaram a toda a equipe, mas coube ao diretor garantir a tranqüilidade das filmagens. "Imagine, se eu não conseguisse segurar as lágrimas ia acabar contagiando toda a equipe", conta.

O filme foi todo feito com a ajuda dos diversos participantes, ou seja, a equipe, que já está acostumada a trabalhar junta, se reuniu mais uma vez, sem cachê, para fazer o filme, da mesma forma que agência e fornecedores. Depois de um período de ambientação, todos começaram a tratar as crianças com mais naturalidade. "Quem convive diariamente com as crianças, como as pessoas que trabalham lá, não se emociona tanto, mas quem não tem envolvimento direto fica um pouco receoso no início", afirma o diretor.

Marisa Orth também embarcou em um dia inteiro de filmagens dentro da AACD porque encara de frente o problema, já que tem um irmão deficiente. Até mesmo as cenas em que a atriz poderia ter gravado em estúdio, em fundo azul, foram produzidas na própria entidade, pois a proposta do filme era, acima de tudo, mostrar a convivência com as crianças.

A campanha toda começou na Rede Globo, com um programa Você Decide sobre o tema e uma inserção de dois minutos, em forma de documentário, no intervalo comercial. "Para mim um filme de dois minutos é quase um longa-metragem, foi um desafio, mas eu quis fazer assim mesmo porque a experiência já tinha sido boa", conta Zanetti. Além do filme inicial, que depois foi transformado em uma versão de 30 segundos, dois outros filmes foram feitos, ambos de 30 segundos, com crianças da própria instituição. É o caso do garoto que é surpreendido colando e sai da classe com suas muletas - uma forma de mostrar que as crianças devem ser tratadas como iguais, sem preconceito.

O outro filme mostra uma garotinha que faz exercícios de fisioterapia em sua boneca. Depois descobre-se que ela é deficiente física e vai à AACD para estudar e fazer seus exercícios. A filmagem foi feita cinco dias antes da visita da equipe à sede da instituição. No dia, a garotinha reconheceu o diretor na mesma hora, e foi abraçá-lo. "Ela ficou minha amiga e a sensação foi exatamente a mesma de tantas outras crianças que já participaram dos filmes que fiz", diz Zanetti.