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tecnologia
  Agência: Del Rey
Cliente: Banco Mais (Banco Bandeirantes)
Produtora: EB Produções
Direção: Fabiano Liporoni
Fotografia: Adrian Teijido
Animação: Start (Walbercy)
Montagem: Malu Maluf
Efeitos Especiais: Ricardo Ostrower
Trilha: Caracol
Finalizadora: Abertura
 
A princípio, o filme não tem grandes dificuldades - apenas a interação dos personagens da família Jetson com um cenário. Seria simples, se os personagens de animação convencional não interferissem no ambiente. Para começar, a nave espacial dos Jetsons, ao estacionar em frente à agência bancária, bate nos carros da frente e de trás, que se movem. Foi calculada a proporção da nave em relação aos carros e o movimento foi feito com efeito mecânico executado pela equipe de Ricardo Ostrower, especialista em efeitos com automóveis. Com tudo cronometrado, os carros se movem ao mesmo tempo, dando a impressão de que realmente houve um choque com a nave.O cachorro Astor entra no banco e, da mesma forma, interage com a porta automática, que prende sua cabeça. A porta passou a funcionar na forma manual e com vários ensaios foi possível fechá-la deixando apenas o espaço certo para que a cabeça de Astor fosse encaixada. A nova campanha do Banco Bandeirantes, em veiculação em Belo Horizonte, pretende utilizar a família Jetson para mostrar os avanços tecnológicos do banco. Para isso, foram adquiridos os direitos sobre os personagens da Hanna-Barbera por um ano.

A burocracia que esta operação envolve também é digna de nota. Juntamente com o contrato, a empresa envia um calhamaço de informações, com orientação para os animadores e modelos dos personagens em todos os ângulos possíveis. Não é permitido fazer qualquer alteração nos modelos, muito menos alterar a cor dos desenhos. A vinculação direta dos personagens com o anunciante também não é permitida. Não se pode, por exemplo, estampar o logotipo do banco na camiseta de George Jetson ou de qualquer outro personagem.

Segundo Fabiano Liporoni, diretor do filme, a grande dificuldade enfrentada pela equipe foi a exigüidade dos prazos. Entre aprovação do orçamento e entrega de cópias, foram 25 dias, mas o ideal, na avaliação de Fabiano, seriam 45. "Para trabalharmos com folga e podermos acrescentar outros efeitos, precisaríamos de 30 dias só para a animação", afirma.A ampliação do prazo ajudaria a compor alguns detalhes que dariam uma cara mais realista no filme, como por exemplo na cena em que Jane Jetson senta-se no sofá, movendo o couro dos braços e do assento. Para fazer isso, a produção colocou um garoto bem magrinho sentado no sofá e sobrepôs sua imagem com o desenho de Jane. Uma das idéias para finalizar a história seria fazer o cachorro Astor pular no sofá e depois pular no colo de George. Para isso, seria preciso utilizar um recurso semelhante para afundar o sofá, o que, em tão pouco tempo, ficou inviável.