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Senha
deserto real
  Agência:
Cliente: Brahma
Produtora: Film Makers
Dir. Produção: Milton Fischer
Dir. Set: Mitch Walker
Dir. Fotografia: Derek Vonsky
Produção: Gugu Janequine
Efeitos Especiais: Unlimit
Trilha: Matrix
Finalizadora: Estúdio Abertura
 
Em meio a muito vento, um homem está perdido no deserto e tenta de todas as formas atrair a atenção dos poucos passantes. Os carros desviam e não há como parar alguém. Até que passa um caminhão da Brahma e com a força do pensamento e o gesto de Nº 1, o personagem consegue fazer o caminhão voltar. Essa é a história do novo filme da Brahma.

Deslocada para o frio deserto do Mohavi, a equipe da Film Makers sofreu para segurar seus pertences em meio a tanta ventania. O vento enfrentado pelo personagem principal é real, assim como a luz do sol. A região era tão deserta que a cidade mais próxima, brinca Milton Fischer, era do tamanho do Estádio do Pacaembu. Para não precisar descer dos caminhões, os carteiros percorrem as estradas do deserto dirigindo sentados no banco dos passageiros. Assim, é possível deixar a correspondência nas caixas de correio dos pouquíssimos moradores da região sem parar o caminhão.

A aventura no deserto culminou com um vôo sensacional da parte superior do baú do caminhão. "O vento é tão forte que uma rajada levou o topo do caminhão, que estava parafusado e pesava cerca de 250 quilos", explica Milton. A peça foi jogada a 300 metros de distância, passando por cima da câmera e de toda a equipe. "A situação climática se reverte muito rápido e não há como prever. A temperatura não passava de 25º e no final do dia o tempo ia esfriando."

A idéia, desde o princípio, era filmar nos Estados Unidos e para isso foi preciso construir um caminhão igual ao da Brahma lá. A produção foi feita a partir de Londres, onde a produtora tem um representante, e ao todo levou dois meses. O filme é estrelado pelo filho do dublador Herbert Richers, Herbert Richers Júnior, que também é diretor de cinema e, segundo Milton Fischer, mostrou-se extremamente disciplinado.

"Em meio a tanto vento, acho que ele deve ter sofrido bastante, não só pelo frio, mas por causa da areia e dos pedaços de vegetação que se soltavam dos tambourilles e entravam nos olhos", conta. A escolha, porém, não podia ser melhor. "Tanto que ele foi convidado para fazer um longa metragem nos Estados Unidos por causa do filme", diz.

O efeito especial utilizado para fazer com que o caminhão retrocedesse involuntariamente também foi produzido nos Estados Unidos. Atrás do caminhão havia um guindaste atado a um eixo com duas rodinhas, que ficavam no espaço entre as duas rodas originais - estas levemente suspensas. Dessa forma, as rodas do caminhão continuaram a rodar para a frente, sem tocar completamente o chão mas também sem aparentar a distância, enquanto o guindaste puxava o caminhão para trás com as duas rodinhas. No Edit Box do Estúdio Abertura, apagou-se o cabo que ligava o guincho ao caminhão.