| Uma
mistura de imagens em super 8 e 35 mm dá o tom de romantismo do novo
filme da confecção Dzarm. Da mesma forma que o filme anterior, com a
modelo Renata Lisboa, a propaganda começou a ser produzida diretamente
pelo dono da empresa, Carlos Miele, e pelo diretor Oscar Rodrigues Alves.
A idéia de trabalhar com super 8 já estava na cabeça de Oscar desde
a época da Copa do Mundo, quando esteve filmando em Los Angeles e, casualmente,
encontrou cartuchos para a velha câmera super 8 do pai, fora de uso
há algum tempo.
Oscar propôs a Miele
fazer o filme aproveitando os cartuchos e, a quatro mãos, elaboraram
o roteiro. Enquanto no primeiro filme, que lançou a marca, o enfoque
era para as roupas da Dzarm, neste caso o filme é mais institucional.
Os criadores pretenderam criar uma identidade com a marca, a partir
do tom romântico vivido pelos personagens, que contracenam em dois
tipos de imagem, o super 8 e o 35mm.
As
filmagens foram feitas em uma praia, sob a responsabilidade da MS,
empresa que detém as marcas Dzarm e M. Officer. A revelação foi feita
nos Estados Unidos, demorando cerca de 12 dias para que o copião chegasse
ao Brasil. Nesse meio tempo, Miele decidiu escolher uma produtora
para finalizar o filme. Como Oscar já estava para acertar seu contrato
com a 5.6, o filme terminou de ser feito por lá.
O
resultado da revelação e da telecinagem foi melhor do que o esperado.
Apesar da idade da câmera, ela se mostrou bastante "inteira"
e, com a revelação feita nos Estados Unidos, a qualidade das imagens
super 8 impressionou o diretor. A intenção era realmente de manter
os defeitos tradicionais do super 8, com uma certa "sujeira",
e por isso decidiu-se por refilmar em 35mm o copião super 8. As cenas
em super 8 foram projetadas em uma tela e recaptadas pela camera 35mm.
Para isso, Oscar precisou ajustar a câmera 35mm para rodar em 18 quadros
por segundo, obedecendo à ciclagem da projeção. Na telecinagem, também
foi usada essa relação. Com a filmagem da projeção, as imagens recuperaram
o ar esperado, com uma certa sujeira resultante do próprio projetor
e da tela de projeção.
Combinada
com a imagem romântica criada pela linguagem do filme, foi utilizada
uma música igualmente romântica, de Luiz Melodia. Segundo Oscar, na
criação do filme já estava prevista uma pesquisa que trouxesse à tona
um tema romântico, preferencialmente de música brasileira. A pesquisa
foi feita pelo próprio Oscar, que pinçou esse tema entre uma série
de outras músicas.
Ao
som de Luiz Melodia, os personagens interagem nas imagens em super
8 mescladas com outras em 35mm. "Ela" aparece em super 8,
enquanto "ele" está em 35mm e mesmo assim se beijam. No
final, uma modelo vestindo uma calça Dzarm apresenta o logotipo da
marca em seu próprio corpo. Desta vez, porém, a projeção é feita sobre
a modelo, com a ajuda de um carrinho e com um leve movimento de corpo.
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