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Convergência quinta-feira, 26 de janeiro de 2012, 17h00
Netflix expõe dificuldades para crescer na América Latina

Em seu relatório financeiro do quarto trimestre de 2011, a Netflix expõe a seus investidores algumas das dificuldades para aumentar a penetração do serviço na América Latina. Segundo o informe, a empresa conseguiu conquistar na região o mesmo número de assinantes que obteve no Canadá no mesmo período de operação, mas em cima de uma base de lares com banda larga quatro vezes maior.

Segundo a empresa, os maiores obstáculos são a baixa penetração de dispositivos de acesso, a pirataria, a preferência por conteúdos legendados e o pouco uso de cartão de crédito para e-commerce.

A empresa afirma que está fazendo mudanças para superar estes obstáculos. Diz ter dobrado o número de títulos disponíveis desde o lançamento, aumentaram o volume de títulos legendados e dublados e o número de devices capazes de acessar o serviço. Também estão fazendo parcerias com empresas locais para processar os pagamentos e analisando formas alternativas de cobrança.

A receita internacional da companhia no trimestre foi de US$ 29 milhões, mas o resultado final das operações foi um prejuízo de US$ 60 milhões. Além da América Latina, a Netflix opera fora dos EUA no Canadá e no Reino Unido.

Balanço

Em seu relatório global, a Netflix afirma que o serviço de streaming vem crescendo, em boa parte graças à expansão da base de smart TVs e de acessos broadband mais velozes. A empresa relata que foram trafegadas 2 bilhões de horas de streaming no trimestre, ou uma média de 30 horas mensais por assinante.

A empresa adicionou 220 mil assinantes líquidos à sua base nos EUA no trimestre, e 380 mil internacionalmente, fechando o ano com 21,67 milhões de assinantes nos EUA e 1,9 milhão de assinantes fora dos EUA.

Nos EUA a Netflix obteve receitas de US$ 476 milhões no trimestre, com lucro de US$ 52 milhões.

Já nas assinaturas de DVDs físicos a Netflix perdeu 2,76 milhões de assinantes no trimestre, fechando o ano com 11,17 milhões de assinantes. Mesmo assim, ainda é o negócio mais lucrativo da companhia, com US$ 370 milhões de receita no trimestre, e lucro de US$ 194 milhões.

Curiosamente, a Netflix vê como a maior ameaça a seu modelo de negócios não os outros provedores de vídeo over the top, mas sim os serviços de TV everywhere oferecido pelas programadoras e operadoras tradicionais. Serviços como o HBO Go e o streaming da ESPN preocupam a companhia, pois oferecem conteúdos premium a custos menores para quem já assina os canais no cabo ou no DTH.

O relatório completo pode ser lido aqui.

André Mermelstein.
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COMENTÁRIOS
1 COMENTÁRIO PARA ESTA NOTÍCIA
Guxta
domingo, 11 de março de 2012 | 20h58
Eu até entendo essa dificuldade na hora de visualizar o lucro se for para bater de frente com a pirataria. Porém, acredito que o melhor a se fazer é disponibilizar mais opções. É claro que é impossível querer competir com o cinema ou com o Home Video e acredito até que essa não é a intenção, mas um usuário não quer esperar dois anos para poder assistir um filme mais recente. Já li que o prazo de um filme novo aparecer no serviço é de um ano. Se fosse verdade, teríamos grandes títulos já disponibilizados. Se nem mesmo grande clássicos, como Ben Hur por exemplo, encontra-se no site, quem dirá então A Origem. Se não dá para investir nas novidades, que invistam nos clássicos ou em filmes mais antigos que muitos gostariam de assistir por não terem tv por assinatura ou por nunca passarem na tv aberta. Outro problema é a atualização de temporadas de algumas séries. Esse processo deve ser mais rápido. Tb deveriam nos avisar das novidades. O sistema é um pouco confuso.
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