segunda-feira, 21 de maio de 2012
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Home video quarta-feira, 25 de agosto de 2010, 17h22
Locação de vídeo cresce, enquanto venda direta ao consumidor apresenta queda
O mercado de locação de vídeo, ao contrário do que se poderia imaginar, está crescendo. No período de janeiro a julho, houve um crescimento de 8% no número de unidades vendidas para locação, em relação ao mesmo período do ano anterior. "Foi a primeira recuperação após três anos de queda", contou a diretora executiva da União Brasileira de Vídeo, Tânia Lima.

Os números gerais dos associados da UBV (que hoje conta com dez distribuidoras, três laboratórios e uma editora) indicam ainda que no total de vendas, considerando locação e venda direta ao consumidor (sell through), houve uma queda de 10% nos sete primeiros meses de 2010 em relação a 2009. Isso porque, as vendas de unidades para sell through tiveram queda de 13% neste período.

Segundo Tânia, essas quedas têm acontecido desde 2006 e 2007, e também incluenciaram o mercado de locadoras, que já chegou a ter 18 mil estabelecimentos. Hoje existem cerca de 6 mil locadoras, metade das existentes há quatro anos.

Janelas

Os números foram apresentados durante a Fiicav, feira do setor audiovisual, em painel sobre as janelas de distribuição. Para Tânia Lima, o ideal seria que a janela do cinema para o home vídeo fosse de no máximo três meses. "Hoje a janela para o DVD é de cerca de cinco meses", apontou. Utilizando dados da Ancine, Tânia mostrou que o intervalo médio para que um blockbuster chegue ao home vídeo é de quatro meses e 13 dias. "As obras brasileiras demoram mais ainda, uma média de cinco meses e 26 dias".

Para Tânia, essa janela de seis meses do cinema faz com que a demanda pelo conteúdo seja suprida pela pirataria. "É preciso que exista um ajuste entre os setores, para não ter janelas tão longas", diz. "Os modelos de negócios não acompanham a tecnologia e o consumidor. E todo mundo está perdendo com isso. Não adianta só proteger o exibidor", conclui.

Pirataria em foco

Um dos casos mais emblemáticos de pirataria entre filmes nacionais foi o lançamento de "Tropa de Elite", que, segundo Marco Aurélio Marcondes, da Moviemobz, foi visto por 11,5 milhões de pessoas antes de estrear no cinema, de acordo com pesquisa encomendada. No cinema, o filme vendeu 2,45 milhões de ingressos.

De acordo com Marcondes, no Rio de Janeiro, onde o filme foi pirateado, ele foi visto por 216 mil pessoas no cinema. Em praças como Porto Alegre, onde o índice de pirataria foi baixo, foram vendidos 420 mil ingressos.

Para o "Tropa de Elite 2", a segurança em todas as etapas do processo foram reforçadas. "O Padilha (diretor do filme) costumava dizer que estava editando no Caveirão, veículo do Bope", completou. Daniele Frederico.
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