quinta-feira, 20 de junho de 2013
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Fabricantes quarta-feira, 16 de maio de 2012, 14h11
Gradiente volta ao mercado com muitas promessas e incertezas

Fora do mercado desde 2007, quando enfrentou enormes dificuldades financeiras e paralisou a produção, a marca Gradiente está de volta às prateleiras com as difíceis tarefas de acompanhar a evolução tecnológica e quitar o arrendamento feito à Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), que hoje controla a empresa.

Atualmente os direitos da marca são da IGB Eletrônica, pertencente ao empresário Eugênio Staub, que é era o acionista majoritário da Gradiente. A IGB, atualmente, tem dívidas que somam cerca de R$ 500 milhões, mas ainda espera receber da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) cerca de R$ 235 milhões referentes a um processo ganho pela companhia.  A ação ainda será julgada pela Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De acordo com o presidente da CBTD, Fábio Vianna, 60% do capital da companhia pertencem ao Fundo de Investimentos em Participações (FIP) Enseada, que tem como cotistas a Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef), a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) e a Jabil do Brasil. Os 40% restantes são da Holding dos Acionistas da Gradiente (HAG), formado por 2 mil pessoas que detêm os papéis da marca. O conselho de administração é formado por cinco membros, entre eles, Staub.

Os novos produtos da Gradiente chegam ao mercado sem que boa parte das dívidas tenha sido quitada. No ano passado, circulou a informação de que aproximadamente R$ 390 milhões seriam pagos em sete anos, a partir de julho de 2013, com o arrendamento da marca à CBTD – o restante, débitos de refis, a companhia ainda luta na Justiça para ser extinto. Vianna não quis comentar sobre essas questões, nem sobre a situação atual da empresa. Ele se limitou apenas a dizer que “vamos oferecer aos nossos consumidores um lineup de produtos com foco em design, inovação, alta tecnologia e serviços de excelência”.

De capital fechado, a CBTD iniciou as operações em agosto do ano passado com investimentos de R$ 68 milhões e, até o fim do ano, promete colocar 20 novos produtos nas prateleiras. A linha, dividida em quatro segmentos, contempla tocadores de DVD e Blu-Ray, TVs, um link box (aparelho que conecta televisores à internet), além do complicado segmento de smartphones e tablets, com produtos segmentados para públicos infantil, jovem e idoso.

Produtos, distribuição e metas

No ar desde segunda-feira, 14, a loja virtual da Gradiente oferece apenas os aparelhos de Blu-Rays e tablets. O que chama atenção é o portátil, disponível em dois modelos com sistema Android, do Google. Além do convencional, um deles é voltado para o público infantil por ser equipado com conteúdos direcionados e uma ferramenta de controle dos pais. Questionado sobre a eficácia dessa estratégia, que já falhou com marcas de renome na área de PCs, como Dell e HP, Vianna é sucinto. “Confiamos na qualidade dos nossos produtos e no peso da marca.”

As vendas serão repartidas pela metade entre a loja virtual da empresa e a rede varejista. “Estamos trabalhando com uma equipe bem enxuta e terceirizamos a produção com empresas em Manaus e no interior de São Paulo. Até o fim do ano que vem, serão 200 funcionários”, estima Vianna, que não revela os nomes das empresas, nem tampouco dos parceiros de negócios. Sem revelar também as metas e previsão de faturamento, ele é lacônico: “Não temos metas de market share. Nossa principal preocupação é ser uma empresa rentável e que gere lucro já neste ano”, finalizou.

Gabriela Stripoli.
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COMENTÁRIOS
7 COMENTÁRIOS PARA ESTA NOTÍCIA
Hermes Gomes Rodrigues
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 | 17h08
Eu tenho um conjunto modular da Gradiente composto por: amplificador model 126, um tuner model. 9 e um equalizador model S10 que não troco por nem uma outa marca. fiquei bastante contente em ver a Gradiente de volta. que seja bem vinda.
Reinaldo Halley
terça-feira, 18 de dezembro de 2012 | 16h42
Ei galera, a despeito dos problemas do passado, vamos dar uma chance para eles! Afinal, trata-se de uma marca brasileira que já fez muita coisa boa neste país. Estou comprando um celular para idoso, produto que quase ninguém se preocupa em fazer, muito menos no Brasil. Parabenizo-os pela iniciativa e visão de mercado. Se a qualidade for a mesma dos tempos passados,teremos a GRADIENTE viva e forte novamente.
lucas nunes
terça-feira, 26 de junho de 2012 | 12h06
Parece piada comprei um celular em
2007 por 799 reais, perde pelo pé,
ganhei a causa até agora não fui ressarcido e a gradiente voltando
ao mercado como se não tivesse devendo a nenhum cliente é para rir.
helio eduardo
segunda-feira, 4 de junho de 2012 | 13h39
Tenho uma ação contra a gradiente por perdas e danos. Ganhei mas não recebi até hoje, devido sua falência! A causa foi um celular GF970 que foi para a assitência técnica e jamais voltou consertado por falta de peças. Paguei à vista! Só funcionou cinco meses! Como esta empresa tem coragem de falar em qualidade e "lineup" se não honra a seus clientes que foram lesados??????
beto coruja
quinta-feira, 17 de maio de 2012 | 0h36
Eles não estão pensando nos consumidores ,apenas nos lucros !!Eu não vou comprar nada deles, pq sei que quando precisar de assistência técnica , não terei!!
juninho farmacia
quarta-feira, 16 de maio de 2012 | 22h14
52 anos sempre curtir os melhores aparelhos da gradiente.na minha casa sempre teve estes aparelhos.pq sumiu do mercado?
Alziro Ribeiro da Silva
quarta-feira, 16 de maio de 2012 | 20h46
Como que esta empresa pode voltar ao mercado se ela perdeu o nome por completo, posso falar porque eu fui um dos que fiquei no prejuízo.
Quando postei o produto no técnico indicado este já adiantou que duraria mais seis meses e foi contado.Seis apôs foi prolixo o produto.

Nota 0 pra eles
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