quinta-feira, 17 de maio de 2012
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TV digital terça-feira, 13 de abril de 2010, 21h10
Brasileiros apresentam padrão a representantes de países latinos
Representantes da Venezuela, Peru, Argentina, Guatemala, Chile, Costa Rica, Paraguai, México, Nicaragua e Bolivia acompanharam apresentação sobre o padrão ISDB-T realizada pela Sociedade de Engenharia de Televisão (SET) no NABshow, que acontece entre 12 e 15 de abril, em Las Vegas. Reguladores e radiodifusores dos países ouviram explicações sobre o padrão em si, sobre o Fórum SBTVD, sobre o middleware DTVi (ex-Ginga) e sobre a implantação da TV digital no Brasil, bem como no Chile, no Peru e no Japão. A interatividade é o principal argumento de "venda" do padrão por parte do governo, de radiodifusores e fornecedores de tecnologia, ao lado da robustez do sinal e da mobilidade.

As dúvidas que ainda surgem são em relação à interatividade e à implantação do padrão. Uma das dúvidas da plateia foi sobre a necessidade ou não de financiamento governamental na implementação no Brasil. Tanto Brasil quanto o Japão acenam com possibilidade de financiamento aos países que adotarem o padrão.

As perguntas técnicas foram em relação à interatividade e sobre como as redes podem ser usadas como canal de retorno. Além disso, foi levantada a questão compatibilidade entre as aplicações da TV aberta com aplicações da TV por assinatura. David Britto, membro do Fórum SBTVD e diretor de interatividade da SET, provocou ao dizer que não há compatibilidade, "o que traz desconforto aos operadores de TV paga, já que as aplicações da TV aberta são muito mais sofisticadas que as da TV por assinatura". Lilia Nakonechnyj, presidente da SET, disse crer que operadores venham a implantar o middleware da TV aberta em algum momento.

Situação global

Pelo que foi apresentado no evento, a transição da TV digital no Japão está bastante avançada. Os sinais digitais cobrem 98% dos lares do país. A expectativa é que julho de 2011, quando haverá o desligamento dos sinais analógicos, a penetração chegue a 99,5%. O restante dos lares dependerá de parabólicas, com sinal aberto nos satélite.

No Brasil, a cobertura chega a 28 localidades, com 74 emissoras operando digitalmente.

É interessante acompanhar a digitalização em alguns dos outros países que adotaram o padrão. Segundo Luis Silva Tapia, do canal Chilevisión, mesmo ainda sem uma canalização definitiva, seu canal deve começar a transmitir cinco horas diárias em alta definição em Santiago na próxima semana, usando uma frequência temporária. Segundo ele, desde janeiro existem receptores digitais, com saída HDMI, por US$ 80 dólares. Desde fevereiro a LG vende televisor com receptor integrado e, desde março há receptores 1seg no mercado. Sony, Panasonic e Aoc anuciaram equipamentos para os próximos meses.

No Peru, segundo José Aguilar, da TV pública peruana, há transmissões em Lima desde o dia 30 março. O canal já transmite duas horas diárias de programação em alta definição, ainda com algumas reprises. A expectativa é que até o final do ano as três horas do prime time sejam tomadas por conteúdos em HD. Fernando Lauterjung, de Las Vegas.
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