CONGRESSO TV2.0
Receba TELA VIVA NEWS no seu e-mail
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
FORUM BRASIL 2012
TELA VIVA NEWS
TV por assinatura quarta-feira, 7 de julho de 2010, 20h44
Pressa da Anatel em liberar concessões amplia apoio à nova lei no Senado
Os movimentos de senadores para acelerar a tramitação da proposta de uma nova legislação de TV por assinatura não são casuais. O senador Gim Argello (PTB/DF) foi o primeiro a iniciar um movimento para que a tramitação do PLC 116/2010 (antigo PL 29/2007) seja conjunta em todas as cinco comissões do Senado que foram designadas para analisar a matéria. A novidade é que a medida não terá resistência das operadoras de TV a cabo (inclusive a Net), da ABTA (exceto Sky e programadores internacionais) e da Globo, segundo apurou este noticiário.

Segundo fontes ouvidas por este noticiário, operadores de TV a cabo e a ABTA estariam preocupados que a liberação de concessões pela Anatel sem um regramento novo possa gerar grandes distorções no mercado. Esse assunto foi debatido e deliberado pela associação em reunião de conselho nesta quarta, dia 7, e ficou decidido que não haverá resistência da associação. A Sky e os canais estrangeiros foram contra.

A preocupação é que, com a política de outorgas ilimitadas de cabo em cada cidade que a Anatel adotou, haja a rápida legalização de operações clandestinas de TV paga de um lado e, de outro, uma corrida às concessionárias de energia elétrica para o direito de uso dos postes. Como o espaço nesse tipo de infraestrutura urbana é limitado, haveria fatalmente um forte aumento de preços. Além disso, a projeção de cenário que alguns operadores começam a fazer é que se a Oi e outras empresas de telecomunicações obtiverem concessões de cabo da Anatel ainda este ano, sem a aprovação de uma nova legislação, passariam a ter o mesmo tipo de prerrogativa de transição em relação às futuras regras de cotas que poderão vir no futuro. Pelas regras de transição debatidas no PL 29, as cotas de programação só se aplicam a operadores existentes dois anos depois de a nova lei entrar em vigor. Ou seja, a competição com as teles seria ainda mais agressiva se as concessões saírem antes do fim da tramitação do PLC 116/2010, e por isso o apoio ao projeto.

Preocupações da Globo

Já o grupo Globo está preocupado com a possibilidade que uma rápida expansão do mercado de cabo sem proteção das regras debatidas no PL 29/2007 (atual PLC 116/2010), o que ameaçaria o modelo federativo da radiodifusão, ou seja, a plena garantia de distribuição dos sinais de TV aberto locais. Além disso, pelas regras atuais, nada impede empresas de telecomunicações de atuarem na exploração direta de conteúdos, seja financiando produções, seja contratando direitos. O PL 29 contém garantias da preservação de espaços empresariais ao limitar as teles de atuar no setor de conteúdo.

Segundo fontes ouvidas por este noticiário, na conta do grupo Globo está também a percepção de que, na situação atual, a política de cotas não será prejudicial à atividade empresarial das operadoras que distribuem os canais Globosat. Além disso, como a Globosat tem posição consolidada no setor de programação, seria certamente o provedor preferencial de canais nacionais à maior parte dos novos operadores.

Esse, aliás, é o ponto que pode ainda gerar atritos na tramitação da nova legislação de TV a cabo no Senado. Grupos que disputam o mercado de programação com a Globo, como Bandeirantes e Record, podem voltar a se manifestar insatisfeitos com a possibilidade de que a concorrente se aproveite mais do que eles da política de expansão do conteúdo nacional prevista nas cotas. Vale lembrar que há cerca de dois anos a Band, Abril e a Record defendiam abertamente um percentual mínimo de canais nacionais independentes nos lineups, justamente para assegurar que não só a Globosat se beneficiasse das cotas. De lá para cá, a Abril deixou de produzir canais pagos.

Oposição

Mantido esse cenário, restarão em oposição ao PLC 116/2010 (pelo menos no que diz respeito às cotas) apenas os programadores internacionais, que temem disputar em condições desvantajosas espaço no lineups das operadoras. Empresas de cabo e DTH, dizem os programadores estrangeiros, certamente darão prioridade a canais que possam contar para o cumprimento das cotas legais. Outro ponto bastante criticado pelos canais estrangeiros é a introdução de conteúdos brasileiros em sua própria programação. A Sky também mantém a sua posição crítica e de oposição ao projeto de uma nova legislação para a TV paga nos moldes da que está sendo discutida no Senado. O esforço dos canais e da operadora de DTH é convencer os senadores a abrir o debate sobre os termos do projeto. O senador Demóstenes Torres (DEM/GO), que relata a matéria na Comissão de Constituição e Justiça, sinalizou que só pretende tratar do assunto após setembro. Samuel Possebon.
Publicidade
COMENTÁRIOS
4 COMENTÁRIOS PARA ESTA NOTÍCIA
antonio machado
terça-feira, 20 de julho de 2010 | 0h37
tomara que libere logo as tele entrando no mercado dai sim vai baixar os preços por eles ja tem a tomada na casa do cliente que tem bandalarga ou so telefone e fica mais facil fazer um preçao bom para nos consumidores tem que fuder a sky mesmo quer ganhar muito mas ta ceerrtoi que governo tbem cobra muito imposto he he he
Claudiney
sexta-feira, 9 de julho de 2010 | 13h15
Vamos ver o que sai desse rolo de interesses entre Teles , Radiofusor ,programador ,retransmissoras enquanto eles não se decidem a periferia e as pequenas cidades do interior continuam sem o serviço de tv a cabo e refens do que cai do céu. e a união?...
José Renato Vilella
quinta-feira, 8 de julho de 2010 | 17h59
Até que enfim a coisa começou a andar.Não se sabe porque a ANATEL impôs uma lista de cidades a serem cabeadas,ou um leilão milionário, ou ainda disse que cidade pequena não daria lucro às operadoras e pior ainda: Deixou o mercado estagnado por anos. Quem manda é e sempre foi o mercado. Com essa estagnação,deixaram de ganhar dinheiro:Governo,operadoras, empregados, terceirizados, proprietarias de infra-estrutura e a população em si com acesso a cultura e enretenimento. Na minha opinião, não se deve misturar concessão de operadora com conteu-do de canal. Só serve para burocratizar o processo. Ta igral INSS misturando saúde com aposentadoria quando todos sabem que aí está erro.Tenho dito
Rogério M. Lima
quinta-feira, 8 de julho de 2010 | 17h11
SOu a favor da liberação das concessões. O preço cobrado por essas operadoras é muito alto.
DEIXE SEU COMENTÁRIO
Nome
E-mail
Comentário  

Caracteres restantes : 1000
Todos os campos são obrigatórios. Comentários sujeitos a moderação. Não serão aceitos comentários com termos ofensivos, ou que atentem contra a legislação vigente. É vetado o uso deste espaço para promoção comercial de qualquer natureza. A Converge se reserva o direito de excluir comentários que não considerar adequados ao uso apropriado deste espaço.
Outras publicações:
Follow us on:
2010 © Converge Comunicações. Todos os direitos reservados.